Por: João Marcos | 22/01/2013

Dor de amor não mata, dizem. Mas a ciência alerta: brigas de relacionamento podem te deixar doente. E não é só pelo aumento do cortisol no sangue, hormônio do estresse. É pela redução de outra substância química do corpo, a ocitocina – ou hormônio do amor.

A descoberta veio de um estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. Os pesquisadores convidaram 37 casais (já casados) para uma visita ao laboratório de um hospital, onde retiraram amostras de sangue. Os voluntários também ganharam um prêmio: bolhas de 8 milímetros no antebraço, criados por um minúsculo dispositivo a vácuo.

Na sequência, cada par foi para outra sala, monitorada por câmeras, onde ficaram conversando durante um tempo. Os pesquisadores analisaram as habilidades de conversação deles, a fim de ver quem se irritava mais durante as conversas.

Doze dias depois, todos voltaram ao laboratório. E os casais briguentos, que se desentendiam mais, levaram um tempo maior para curar os machucados. Ou seja, o sistema imunológico deles parecia bem mais fraco – de braços abertos para se entregar aos vírus e bactéria.

A suspeita dos pesquisadores é que a ocitocina seja a culpada. Quando trocamos carinhos ou recebemos amor, o nível desta substância aumenta no corpo. Deixa o corpo mais relaxado e protegido. “A ocitocina é um hormônio de proteção”, explica Janice Kiecolt-Glaser, líder do estudo. E, entre os voluntários, os casais menos briguentos também tinham um nível maior de ocitocina no sangue.

Pois é, melhor respirar fundo e fugir de discussões.

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