Por: João Marcos | 2 anos atrás

Com toda certeza você já viu essa bandeira em algum lugar, não é mesmo?

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A bandeira dos confederados tem uma grande presença nos EUA, porém isso não quer dizer que seu significado seja dos mais “populares”:

Quando Abraham Lincoln (1809-1865) foi eleito Presidente dos EUA em novembro de 1860, tendo entre suas propostas a abolição da escravidão – não por motivações humanitárias, mas fundamentalmente econômicas e com o desejo de enviar os negros para a África e América Latina -, sete estados sulistas, onde a exploração da escravidão negra era a base da economia, romperam com a União e pouco tempo depois mais quatro. Richmond, na Virgínia, tornou-se a capital dos Estados Confederados da América e Jefferson Davis (1808-1889) foi eleito seu presidente.

Embora esta bandeira seja vista por muitos sulistas estadunidenses como símbolo de seu orgulho sulista, é frequentemente usado por racistas para representar o domínio branco sobre os negros dos EUA. A bandeira continua sendo um objeto de controvérsia por lá devido ao fato de vários estados do Sul dos EUA ainda exibirem a bandeira em prédios públicos ou a incorporaram no desenho de suas bandeiras estaduais – compare com a bandeira antiga bandeira da África do Sul, da época do apartheid. A bandeira é também usada por estes racistas como uma alternativa para a bandeira dos EUA, que eles consideram como sendo um símbolo de um governo controlado por judeus. Eles precisam estudar mais história: o Vice-Presidente dos Estados Confederados, Alexander Hamilton Stefens (1812-1883), era judeu.

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Dado isso, milhares de manifestantes se reuniram em Columbia, capital da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, para pedir que a Assembleia Legislativa local recolha a bandeira dos Estados Confederados da América. O ato ocorreu nesse sábado, poucos dias após um jovem branco entrar em uma Igreja Metodista na cidade de Charleston e matar, a tiros, nove pessoas.

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Portando faixas e cartazes e entoando canções e palavras de ordem, a multidão exigia a imediata retirada do estandarte.

— Já não podemos mais nos dar ao luxo de deixar esta bandeira aqui como um farol para aqueles que preservam más opiniões — disse uma das oradoras durante o protesto.

A expectativa dos organizadores é que o ato sirva como um “aquecimento” para o 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, quando esperam um protesto ainda maior. De acordo com eles, mais de 370 mil pessoas já assinaram uma petição online para que a bandeira seja retirada da frente da assembleia.