Por: André Marques | 4 anos atrás

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A revista Business Insider realizou uma pesquisa com aproximadamente 550 pessoas e constatou que 82% delas não negociam o primeiro salário. Insegurança e desconhecimento da possibilidade de debater acerca do valor da primeira remuneração são os fatores determinantes para tal dado. Mas isso pode custar caro a longo prazo.

De acordo com o site americano Salary, pessoas que não tem peito para negociar seu primeiro salário podem ‘perder’ mais de 1 milhão de dólares dentro de um período de 45 anos. E tudo isso com um aumento de 11% (com base no salário inicial) e algumas negociações de 4% a cada três anos seriam o bastante para que a pessoa chegasse a esse ‘pequeno bônus’.

É o que pode acontecer, por exemplo, quando dois restaurantes, A e B, muito próximos em preço e qualidade, são abertos. Por fatores aleatórios, A recebe no primeiro mês um pouco mais de clientes do que B, e obtém um faturamento maior.

Aos olhos dos investidores, o restaurante A se torna mais atraente e acaba por crescer mais do que B, que tinha as mesmas propriedades no início”, afirma Samy Dana, da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

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Nas palavras de Ana Karoluna Guedes, de 30 anos, gerente sênio de novos negócios da Eurofarma (SP), não só a primeira, como toda negociação salarial vai fazer alguma diferença no sue crescimento profissional.

“Tenho amigos da mesma idade e da mesma área que acabaram não crescendo no mesmo ritmo. Eu acredito que seja por essa postura tímida na negociação”, diz Ana.

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Ana começou a carreira como trainee, e pouco mais de um ano depois foi atrás do aumento que julgava merecedora. A atitude dela se manteve nos empregos futuros, rendendo um aumento de até 200% se comparado ao salário anterior.

“Nunca tive medo de negociar. Sempre procurei me pautar por argumentos e por entregas que estava realizando”, finaliza.

Via Exame