Por: Sistema Por Acaso | 2 semanas atrás

Paixão não se explica, ainda mais no futebol. Foi pela paixão que o joinvilense José Mauricio dos Anjos foi capaz de se submeter a um ano de sessões tortuosas para tatuar a camisa do Flamengo.

Foi em abril de 2017 que o motorista de 33 anos,  começou a (literalmente) desenhar um desejo que acalentava há tempos, motivado pela paixão de infância, herdada dos pais.

Mauricio já tinha tatuado um urubu, mascote flamenguista, mas parecia pouco. Venceu a oposição inicial da esposa e, em troca de divulgação, começou a parceria com um tatuador para cobrir torso, costas e braços com as cores rubro-negras.

Mauricio só não imaginou como a decisão mudaria sua vida. No mesmo dia da primeira sessão, postou no Facebook um esboço do resultado final. De madrugada, o dono de uma loja de produtos do Flamengo no Rio de Janeiro ligou para cumprimentá-lo.

E assim foi no decorrer da semana: curiosos, pedidos de entrevistas, contas nas redes sociais explodindo (hoje, 23 mil pessoas o seguem no Instagram). Mas nem tudo foram flores. “O que você imaginar de críticas e palavrões apareceram nas redes sociais”, conta Mauricio.

As ofensas e até ameaças foram tão pesadas que assustaram a família. Mauricio teve que recorrer a um advogado para acalmar a situação. As sessões de tatuagem também foram interrompidas quando o acordo com o profissional foi desfeito.

Graças a um benfeitor (são-paulino, vejam só), Mauricio parou nas mãos de Sandro Maga, um dos maiores nomes da tatuagem em Joinville. Desde outubro, ele faz sessões semanais de três a quatro horas, um processo lento e doloroso que chega ao fim em abril, exatamente um ano depois do começo de tudo.

Veja como ficou a tatuagem da camisa do Flamengo:

Em dezembro, Mauricio esteve no Rio e conseguiu um autógrafo do Zico, tatuado de imediato acima do escudo flamenguista. Agora que ele realizou seu desejo, espera também retorno financeiro.

Munido de assessoria, ele começará o processo para integrar o Guinness Book como único homem no mundo a ter a camiseta de um clube tatuada no corpo. E, a partir daí, ficar disponível para eventos e patrocínios.

Por Rubens Herbst/Orelhada