Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

“Piazzolla é a música de Buenos Aires.” É assim que o professor Eduardo Isaac elimina a polêmica sobre um possível enquadramento da música do compositor argentino em uma definição específica. Hoje à noite, Isaac mostra todo seu conhecimento sobre a obra de seu conterrâneo no espetáculo “A História do Tango”. Para acompanhar seu violão, ele terá a flauta de Alberto Almarza. A apresentação abre a noite dos Grandes Concertos, no Grande Teatro da Scar, a partir das 20h30.

Astor Piazzolla foi o responsável pela grande revolução do tango na segunda metade do século passado. Tanto foi assim que muitos puristas do estilo argentino renegaram sua música na época, dizendo que aquilo não era tango.

“Na verdade, a música de Piazzolla foi uma evolução lógica do tango, como ocorre em todos os estilos musicais. Ele foi um grande estudioso, um conhecedor profundo da história do tango. Sua obra não é fruto de uma invencionice, ele trabalhou muito para chegar onde chegou”, explica Eduardo.

O professor nega a definição que críticos querem dar à música de Piazzola como sendo muito mais jazz do que tango. “O jazz tem uma estrutura completamente diferente, em ritmo, melodia e construção musical. A música de Piazzolla é um tango, um tango moderno de Buenos Aires”, define.

Via AN


As outras apresentações do Grande Concerto de hoje:

– “Três Peças para Clarinete, Viola e Piano”, Max Bruch | Ovanir Buosi (clarinete), Richard Young (viola) e Fany Solter (piano)
– “Terzetto”, Antonin Dvorak | Miriam Fried e Hye Ji Kim (violinos) e Paul Biss (viola)
– “Sonata para Violoncelo e Piano nº 1 em Mi Menor”, J. Brahms | Watson Clis, violoncelo e Viviane Taliberti (piano)

E confira aqui o quadro com a programação completa do dia, que inclui apresentações no Shopping Center Breithaupt (13h), igrejas da cidade (18h), Sesc (18h) e Pequeno Teatro da Scar (19h).