Por: Ricardo Daniel Treis | 7 anos atrás

No dia 16 de junho ví a notícia ganhar destaque: “Polícia investiga suspeita de aborto em Jaraguá do Sul“. A mãe, que estava de passagem pela cidade e não sabia que estava grávida, perdeu seu filho no banheiro do hospital.

Esta manhã acompanhei pela timeline de @MarcoMarcucci_ trechos de depoimento colhido com testemunha. É entristecedor:

QUE, a declarante estava esperando ser atentida qd MARA foi até o balcao e perguntou se alguém poderia atendê-la, pq estava com muita dor; 

QUE, a declarante viu que MARA foi duas vezes até o balcao e solicitou atendimento e ouviu que MARA dizia que estava com muita dor. 

QUE, MARA ficou cerca de 10 minutos gritando de dor, sendo que todos que estavam na fila ouviam os gritos de MARA. 

QUE, a declarante é mae de 3 filhos e por sua experiencia pessoal, pode afirmar que MARA chegou em trabalho de parto. 

QUE, a triagem do hospital nao priorizou o seu atendimento. 

QUE, a declarante ficou indignada com a demora dos funcionários do hospital e que MARA ficou no banheiro cerca de 30 minutos.

Concebe-se que é uma banalidade a pessoa entrar num hospital alegando dor, mas agora eis aí a consequência de não considerar-se que cada caso é um caso, e todos merecem a devida atenção.

Capítulo negro na história do atendimento hospitalar da cidade.