Por: Max Pires | 8 anos atrás

“Fui procurado para deixar terminar em ‘pizza’ a Comissão Especial de Inquérito da Schützenfest e, em troca, não aprovariam a emenda à Lei Orgânica sobre o nepotismo”, disse ontem, em entrevista coletiva, o presidente dos Democratas de Jaraguá, Carioni Pavanello, précandidato a deputado estadual.

Segundo ele, vereadores (não citou nomes) que integram a CEI que investiga as contas da festa o procuraram porque estavam temerosos por causa de documentos que comprovariam o envolvimento ilícito de parlamentares com os organizadores do evento.

Segundo Cacá, estes vereadores garantiram a ele que conseguiriam os votos necessários para não aprovar a Lei Orgânica, onde a proibição do nepotismo foi incluída e o consequente arquivamento do que já foi apurado. “Eles até pagariam advogados para extinguir a Comissão. É coisa de outro mundo”, acusou Pavanello. Ele assegura que muitas pessoas dentro da Câmara serão prejudicadas caso a investigação tenha prosseguimento.

“Vamos até às últimas consequências” garantiu, anunciando ter documentos que provam o que disse. E afirmou ter certeza de que a Comissão “vai dar em nada” justamente pelo grau de envolvimento, segundo ele, de pessoas que estão apurando possíveis irregularidades havidas durante a festa. Cacá também afirmou que se a nova Lei Orgânica determinar o afastamento de Fedra Konell e Ivo Konell (licenciado como pré-candidato a deputado federal), eles continuarão prestando serviços de forma voluntária. “Para desespero deles (dos vereadores)” disparou o ex-presidente da Fesporte, sem poupar a postura do vereador Ademar Winter (PSDB) que faz parte da bancada da situação e votou favorável ao texto da nova Lom. “Com ele não dá para contar”, concluiu Pavanello.

Notícia publicada na FolhaSC de ontem. Assim que receber, publico a resposta dos vereadores.