Por: Gabriela Bubniak | 2 anos atrás

O final de semana chegou e é hora de pegar a moto e ir viajar! Mas, claro, com tudo muito bem pensado e planejado.

Para o plano dar certo vale dar uma repassada em alguns pontos importantes que vão tornar tudo uma maravilha. Vamos lá!

Destino

Escolha um destino próximo e fácil, levando em consideração duas capacidades fundamentais: a sua e a de sua montaria. Motos pequenas, as de 125 até 160 cc, sofrem e fazem sofrer em viagens de mais de 150 km o que significará pelo menos duas horas de guidão ou mais.

Se o plano é fazer da viagem um momento de relaxamento, remédio contra o estresse do dia a dia, não passe da medida. Lembre-se que é melhor escolher um lugar próximo e, chegando lá, explorá-lo devidamente, realizando passeios curtinhos entremeados de descanso do que escolher uma meta distante e chegar lá um trapo, sem condições de aproveitar o lugar.

Preparação

Viagem curta não obrigatoriamente precisa ser desinteressante. Deste modo, prepare seu roteiro estabelecendo um objetivo claro. Se é simplesmente curtir a moto e desfrutar do enorme prazer que é pilotar, evite rodovias sem curvas. Afinal de contas, se o barato é sentir a moto, que graça tem se plantar em uma longa reta em velocidade constante?

Já em uma estradinha que serpenteia entre vales e montanhas, cada curva revela um novo panorama, cada curva determina a prazerosa ação de frear, escolher a marcha certa e determinar a trajetória perfeita. Uma vez, duas vezes, mil vezes: não conheço motociclista que não goste de “trabalhar o braço”, caprichando na tocada em uma viagem.

Outro componente do prazer é deixar a moto OK para encarar a diversão. Nos dias que antecedem a viagem rememore a situação: pneus ok e calibrados? Óleo? E os freios, aguentarão a quilometragem sem ferrar seu disco ou tambor por um imprevisível componente desgastado demais? E o sistema de iluminação, vai bem, obrigado?

Bagagem

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Menos é mais, sempre. Nada mais chato do que uma bagagem volumosa ou excessiva. E isso vale mesmo para motos equipadas de bolsas laterais, baú ou ambos. Mesmo se bem acondicionada dentro destes compartimentos, muita coisa sempre é sinônimo de mais peso, o que sempre prejudica a agilidade, uma das qualidades mais relevantes de qualquer motocicleta.

Além disso, pra quem não tem bagageiro, ô coisa chata amarrar a bagagem e, poucos quilômetros depois, ter de parar pois está despencando. Por isso, leve pouco peso e pouco volume, o curto espaço de tempo de um fim de semana não pode ser desperdiçado com chatices.

Previsão

A do tempo é a primeira. Fuja do mau tempo que sempre aumenta os riscos. Você até pode ser um excelente piloto na chuva, e gostar do desafio da tocada com baixa condição de aderência e visibilidade, mas sempre estará mais suscetível a ter problemas. Exemplo: enchentes, deslizamentos de terra, estradas interditadas, e outros.

Atitude

Se você vai a um lugar conhecido, considere que tudo pode ter mudado, e aquela maravilhosa viagem de “X” tempo atrás hoje pode ter se transformado em uma total decepção. Controle os nervos, respire fundo e lembre que nem tudo sai como a gente quer. E no caso de a viagem ser para um lugar desconhecido, vale o mesmo. Fique frio! E não desconte em ninguém.

Companhia

Ah, os companheiros! Eles são fundamentais para tornar qualquer viagenzinha mais divertida mas… às vezes acontece o contrário. Um cara que parecia legal pode virar um “nóia” ao primeiro contratempo. Não seja antissocial, mas escolha bem e seja feliz!

Agora é só por as duas rodas na estrada e seguir viagem. 😉

Fonte: G1 motos
Fotos: Divulgação