Por: João Marcos | 3 anos atrás

Na corrida pelo histórico título mundial para o Brasil no surfe, Gabriel Medina vê a paciência, a determinação e a fé como alguns dos principais ingredientes para cumprir a sua missão. Número um do mundo após dez etapas do Circuito Mundial (WCT), o jovem de 20 anos também tem a família como um porto seguro em um esporte solitário. Além do pai e treinador, Charles Rodrigues, a mãe, Simone, e os irmãos, Felipe e Sophia, marcam presença no Havaí para torcer para o prodígio de Maresias na última etapa, desta segunda-feira até 20 de dezembro, nas ondas tubulares e perfeitas de Pipeline.

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Nesta segunda-feira, será realizada uma triagem, de onde sairá dois surfistas locais (“wildcards”) entre 36 competidores . Os dois “wildcards” serão adversários de Medina e de Mick Fanning. O evento ainda conta com dois convidados, um pelo evento e outro pelo patrocinador do Pipe Masters. O campeonato poderá começar nesta quarta-feira, dependendo das condições do mar.

Na briga pelo caneco, o brasileiro tem o australiano Mick Fanning, tricampeão mundial e rei do “power surf” como maior adversário. E americano Kelly Slater, lenda do esporte com 11 títulos mundiais, também tem chances matemáticas de vencer a temporada.

O que Medina precisa para ser campeão:

– Se Medina perder na segunda (25º) ou na terceira fase (13º) em Pipeline, precisa torcer para Slater não vencer a etapa, e Fanning não chegar às semifinais. Caso Fanning pare nas quartas, os dois farão uma bateria homem a homem para decidir o caneco.
– Se perder na quinta fase (9º), tem que torcer para Mick não chegar à final.
– Se perder nas quartas (5º) ou nas semis (3º), tem que torcer para Mick não vencer a etapa.
– Se chegar à final, conquista o título, independentemente do resultado de Mick.