Por: João Marcos | 5 anos atrás

Acredito que seja só eu quem estava por fora desse, mas fiquei tão empolgado enquanto via isso no Judão que resolvi compartilhar:

Niki Lauda e James Hunt

O ano é 1976. O piloto austríaco Niki Lauda é um mito ainda em atividade. Campeão mundial da Fórmula 1 pela Ferrari em 75, Lauda movimentava os tifosi por todo o planeta. E o piloto tinha tudo para repetir o título, já que a equipe do Cavallino Rampante tinha melhor carro daquele ano. Mas Lauda não contava com dois inimigos.

Um deles era James Hunt. Um dos pilotos mais judônicos da história da F1. O cara começou na F1 pela Hesketh, uma equipe criada por um Lord inglês mais preocupado em curtir a vida do que com vitórias, e naquele ano estava na McLaren. Se a equipe britânica não tinha o melhor carro – o mesmo desde 1974, era ao menos um modelo que quase não quebrava. E Hunt temperava tudo aquilo com uma pilotagem agressiva e ainda comemorava as vitórias em grandes festas com belas mulheres e muita bebida. Incrível.

O outro inimigo veio na forma de uma enorme bola de fogo. Foi no antigo circuito de Nurbugring, na Alemanha, quando a Ferrari de Lauda escapou, bateu e explodiu. O piloto austríaco ficou preso entre as ferragens e o socorro demorou, já que a pista tinha 22 km de extensão. Os ferimentos foram tão graves que Lauda recebeu a extrema unção no hospital.

Mas não, Niki Lauda não morreu.

Ele conseguiu derrotar este inimigo e, depois de duas provas de ausência, ele voltou para a sua Ferrari para disputar justamente o Grande Prêmio da Itália. O público o saudava alucinadamente enquanto o austríaco estava totalmente desfigurado pelas queimaduras.

Dizem que quando você sofre um acidente destes, fica mais lento – e isso é ainda pior durante a recuperação. Faltavam quatro corridas para acabar o campeonato e Lauda não teve resultados tão bons. Mesmo assim ele conseguiu chegar na última prova, no circuito de Monte Fugi, no Japão, precisando apenas chegar na frente de James Hunt para ser campeão. Só que aí, no dia da prova, caiu o mundo – fora a neblina. Na segunda volta, Niki Lauda, que não estava contente com a decisão de dar prosseguimento ao GP, foi até os boxes e abandonou. No final, James Hunt ficou em terceiro e se consagrou campeão mundial por um ponto de diferença.

A história registra que, depois, Niki Lauda respondeu o seguinte para um jornalista:

A Ferrari me paga para correr, não para me atirar da janela.

Essa PUTA história, de tão sensacional que é, virou filme, chamado Rush. Nele serão retratados todos os detalhes da temporada de 76, o acidente de Lauda, a recuperação e a disputa final pelo título – de uma forma que um livro ou algumas linhas lidas lá no Judão nunca conseguiriam fazer com tantos detalhes. A direção é de Ron Howard (de Uma Mente Brilhante) e o roteiro é de Peter Morgan (de Frost/Nixon).

Daniel Brühl e Chris Hemsworth

Mas o melhor ficará na frente da câmera: Chris “Thor” Hemsworth estará no papel de James Hunt, enquanto Daniel Brühl, o Fredrick Zoller de Bastardos Inglórios, dará vida (e quase morte) ao Niki Lauda. Ah, e tem ainda a Olivia Wilde de Suzy Miller, a modelo que era esposa de Hunt.

Aliás, em uma das biografias do James Hunt, é dito que, antes dessa corrida do Japão de 76, o cara promoveu uma orgia de DUAS SEMANAS com 33 aeromoças. E tudo acabou poucas horas antes do GP. Ah, antes da corrida ele ainda pegou uma japa no box da McLaren…

Será que vamos ter essa parte no filme também? =D

Se você AINDA não se empolgou com Rush, segue o trailer legendado do longa:

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