Por: Tita Pretti | 4 anos atrás

O que torna uma cidade melhor que a outra para se viver?

Constantemente, pesquisas são divulgadas indicando índices que classificam as cidades em relação ao desenvolvimento humano, levando em conta critérios como longevidade, educação, emprego, renda e saúde.

No ano 2000, me mudei do Rio de Janeiro para Jaraguá do Sul com minha família, esperançosos por viver em uma cidade segura, limpa, que proporcionasse uma melhor qualidade de vida.

Mas será que qualidade de vida é algo palpável, mensurável? Longe de ser bairrista, me arrisco a dizer que não teria mais qualidade de vida trocando Jaraguá do Sul por Brasília, por exemplo. Segundo as Nações Unidas, a capital federal tem o 9º maior IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, enquanto nossa cidade aparece na 34ª posição.

Então, o que faz de uma cidade (seja ela do interior ou uma capital) o lugar ideal para se viver com qualidade? Certamente a resposta é muito subjetiva e tem muito a ver com o estado de espírito de cada habitante.  É nas cidades que aprendemos a conviver com seres humanos e animais, circulamos entre culturas diversas, criticamos o que não nos agrada, contemplamos o belo e evoluímos (ou ao menos tentamos), dia após dia.

Foi pensando em tudo isso que iniciamos hoje a série “Uma coisa que eu amo e outra que gostaria de ver em Jaraguá do Sul”. Nós do Por Acaso acreditamos que essa é uma oportunidade para todo jaraguaense (seja de nascimento ou de coração, como eu) refletir sobre tudo o que nos cerca, seja por uma vontade de mudança ou por algo que acreditamos que deixa nossos dias mais felizes.

Para começar a série, escolhemos o professor Karlan Müller Muniz, da Católica de Santa Catarina:

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Uma coisa que amo em Jaraguá do Sul:

“É engraçado. Eu amo em Jaraguá um sentimento que me aparece, como se sempre voltasse pra casa (o sentimento de voltar pra casa é muito bom pra todo viajante, imagine experimentá-lo semanalmente). De saber que se caminhar na rua fatalmente vou cumprimentar alguém (amigo, aluno, ex-aluno, conhecido, desconhecidos), dos lugares na cidade que mudam devagarinho e tu quase não percebe, do cheiro que vem da Duas Rodas, do calor fácil de tirar qualquer cidadão do sério, do cachorro quente prensado ou x-salada turbinado que parece não entrar completamente na categoria de fast-food, e da faculdade que aprendi a amar.”

Uma coisa que gostaria de ver em Jaraguá do Sul:

“O que eu quero ver em Jaraguá? Uma mentalidade que caminhe com o crescimento da cidade. Menos discussão e preocupação de cidade pequena, mais consciência e respeito pelo outro. E quero ver o comércio aberto aos domingos se ele optar por abrir, porque isso é liberdade de mercado. Rs”