Por: Ricardo Daniel Treis | 4 anos atrás

O que fazer quando uma situação além do controle toma conta da sua vida? Segue matéria de hoje d’O Correio do Povo sobre a situação da família Schuchardt:

Manter as necessidades de uma família não é tarefa fácil para ninguém. O desafio é ainda maior para Doraci Schuchardt, 33 anos, que deixou de trabalhar a dois anos para cuidar da filha Suelen, 16, diagnosticada com um tumor no cérebro.

A única renda da família, que tem outros três filhos, vem do salário do pai, Valdecir. Ele trabalha como motorista, mas o dinheiro não é suficiente. “A gente passa o mês no aperto”, desabafou Doraci.

Suelen precisa de cuidados diários. Após a cirurgia que tirou parte do tumor benigno, uma série de medicamentos fortes para estabilizar o quadro passou a fazer parte da rotina. A jovem dobrou seu peso, chegando aos 180 quilos por causa dos efeitos do remédio. A obesidade, somada com tonturas e dores de cabeça, sintomas da doença, aflige mãe e filha.

“Não posso deixar ela sozinha. Sabemos da dificuldade de cada um, mas a gente sofre. Ela chora muito, diz que não quer mais viver assim”, contou Doraci. O acompanhamento com psicóloga e nutricionista precisou ser abandonado. Primeiro, pela falta de um veículo, já que o pai usa o carro da família para trabalhar, e depois pela falta de dinheiro para seguir a dieta prescrita.

Suelen se emocionou ao relembrar sua rotina antes da doença. Hoje, a menina passa o dia em casa e sente saudades de estudar. “Quero voltar para a escola”, disse tímida. Para conseguir uma renda extra, ela até aprendeu a fazer pintura em tecido e bordar chinelos, mas sem conseguir comprar os materiais, a atividade foi deixada de lado.

Roupas e materiais são bem vindos
A família precisa principalmente de doações de roupas grandes para Suelen. Blusas, calças, peças de todas as estações. Nos últimos dias de frio, os pais precisaram improvisar cobertores pela falta de casacos de inverno.

Como Suelen fica deitada ou sentada na maior parte do tempo, uma cama reforçada também poderia ajudar a oferecer mais conforto. “Ela reclama muito de dor nas costas, mas não temos comprar um colchão melhor”, disse a mãe. O caçula João Vitor, de apenas sete meses também precisa de roupas e de fraldas, que hoje são compradas pelo irmão de Doraci.

Ao ser informada sobre a situação da família, a secretaria de Desenvolvimento Social, Natália Petry, afirmou que muitas pessoas deixam de ser atendidas por desconhecer os programas sociais. “Vamos buscar essa família, agendar uma visita da assistente social para verificar as necessidades”, disse.

Em casos como este, existe a possibilidade de doação de cesta básica, auxílio com a bolsa família e doação das roupas arrecadadas pelas campanhas anuais. Tudo depende da avaliação de vulnerabilidade social.

A casa em que a família vive é antiga e precisa reparos no telhado. O imóvel era dos pais de Doraci e ficou de herança para os filhos. “Meu irmão sabe que não tenho condições e me deixou aqui”, disse. Em alguns cômodos, tecidos foram pregados no teto para diminuir as goteiras. As pessoas podem ajudar com telhas, madeira e sarrafos para reforçar a estrutura.

Como ajudar
As pessoas interessadas em ajudar a família pode entrar em contato pelo fone: 9664-8542 / 3376-4301