Por: Ricardo Daniel Treis | 21/01/2014
Rolezeiros

Rolezando 4 fun

Quando pequeno eu tinha uma brincadeira meio proibida que era a de andar em cima do muro. Meus pais não gostavam porque era perigoso, e meu vizinho reprovava porque incomodava ele (beirando sua propriedade eu tinha fácil acesso a qualquer coisa dela). Pra mim, subir no muro se resumia a ser divertido por flertar com a ilegalidade. Eu era moleque e moleques curtem esse tipo de coisa… Se sentem bravios, durões, fazem o papel de macho.

Há 22 anos atrás isso era uma brincadeira proibida, que eu fazia só pelo tesão da transgressão. Hoje vejo uma piazada da mesma faixa etária querendo zoar em shopping center pelo mesmo motivo, e tem gente taxando isso de “movimento político”. Dezolivre agredir estudiosos e teóricos fundamentados, mas a galera não anda muito “sociologicamente correta” ai nas interpretações?

Já li muito a respeito, mas não encontrei perspectiva que me dê uma opinião diferente quanto essa onda de rolezinhos… Por experiência própria, vejo só uma molecada querendo fazer zoeira às custas dos outros. O fato de serem pobres é o que muda tudo? Muda pros adultos, porque pras crianças não deixa de ser apenas uma brincadeira proibida – o que faz dela ainda mais divertida.


Leitura complementar: sem atitude de confronto, shopping converte “beijaço” em case de sucesso.