Por: Sistema Por Acaso | 3 anos atrás

BOA_TRABALHO-EM-PE

Ficar sentado por mais de oito horas faz tão mal ao organismo quanto fumar, segundo estudos recentes. Preocupado com esta nova realidade, o escritório de arquitetura RAAAF, com sede em Amsterdã, uniu-se à designer Barbara Visser para projetar um escritório do futuro com base nessa conclusão.

O escritório, chamado “The End of Sitting” (ou “O fim do sentar”, em tradução livre), é formado por um labirinto onde não há cadeiras ou mesas, mas sim rampas inclinadas e plataformas, com blocos feitos para servir de apoio. Ao invés de sentar, a proposta é que os funcionários se inclinem sobre as superfícies ou trabalhem algum tempo em pé.

Segundo os criadores do projeto, a intenção é priorizar a produtividade, e não o conforto. Os designers dizem ainda que estão preocupados com os problemas de saúde vinculados ao sedentarismo, como doenças cardíacas e diabetes. Mas a principal questão é como tal espaço de trabalho pode mudar a dinâmica social de um escritório.

O projeto foi criado em 10 dias e, agora, um protótipo está em exposição no Looiersgracht 60, um novo espaço de arte em Amsterdã. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Groningen está acompanhando a experiência e pretende elaborar um relatório sobre os efeitos desta instalação sobre o organismo.

Em entrevista à revista “Fast Company”, Ronald RIetveld, um dos fundadores do RAAAF, afirmou que, aparentemente, um dos resultados desta experiência é que, no fim do dia, as pessoas estão com a cabeça mais ativa, mas com o corpo cansado. A previsão é que o estudo seja finalizado e publicado no ano que vem.

BOA_TRABALHO-EM-PE-2

 

“O principal objetivo é colocar mais pressão nas pernas durante o dia, e fazer com que as pessoas mudem de posições. Isso é o que o fato de ficar horas sentado não está fazendo”, afirmou Rietveld à revista, acrescentando que os responsáveis pelo projeto tiveram que descobrir formas confortáveis para trabalhar em pé. “Tivemos que construir todas as posições confortáveis nós mesmos, porque nunca ninguém se preocupou com o tema a sério”.

Fonte.