Por: Deivis Chiodini | 4 anos atrás

Seguindo sua estratégia de chegar as mais diversas cidades do Brasil, o UFC desembarca em Brasília no próximo sábado, num card sem grandes estrelas, mas com lutas bem casadas e que prometem boas emoções.

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No card preliminar, vale a pena ficar ligado nas lutas de Rany Yahya contra Johnny Bedford e do carismático Francisco Massaranduba contra Leandro Buscapé. Vamos a análise do card principal:

Jéssica Bate Estaca x Larissa Pacheco (categoria dos galos feminina): A 10° colocada do ranking Jéssica “Bate Estaca” Andrade dará as boas vindas a campeã do Jungle Fight, Larissa Pacheco em sua estreia no cage mais famoso do mundo. A tendência é de uma luta em alta voltagem, aja visto que nenhuma das duas se poupa e caem pra dentro. Larissa tem boa qualidade no jogo de chão, mas Jéssica não é nada boba no chão e tem em seu arsenal boas guilhotinas. Na parte de pé, Jéssica tem um muay thai mais qualificado, enquanto Larissa ainda apresenta algumas brechas defensivas, que podem ser fatais.

Palpite: A maior experiência e volume em pé de Jéssica farão a diferença, com um nocaute a seu favor no 2° round.

Iuri Marajó x Russel Doane (categoria dos galos): Buscando se alçar a posição de contender na categoria dos galos, o paraense Iuri Marajó encarará Russel Doane, que vem de boas vitórias. Doane tem um chão perigoso, tendo inclusive finalizado Leandro Brodinho com um belo triângulo, mas Marajó tem um jogo consistente e de muito giro no chão. No clinche o brasileiro também costuma trabalhar bem, fazendo as transições pras quedas. Na parte de pé, Doane mostra bom punch, mas pouca variação, enquanto Marajó usa bem as combinações de boxe e explora as joelhadas voadoras e cotoveladas com eficiência.

Palpite: Marajó, por nocaute no 1°round.

Santiago Ponzinibbio x Wendell Negão (categoria dos meio médios): O argentino “xente boa” do TUF terá uma parada indigesta tentando se recuperar no UFC. Wendell Negão é aquele lutador que muitas vezes você não sabe por que ainda não estava lutando num evento internacional. A bem verdade é que Wendell confia tanto em seu talento, que em alguns momentos soa displicente e isso algumas vezes lhe custa caro. Santiago é um lutador com muita garra, mas técnica limitada, com dificuldades quando quedado e tendo que trabalhar por baixo. Por isso ele deverá tentar controlar Wendell na trocação. O brasileiro vai buscar a luta na curta distância, com clinches, quedas e controle posicional com ground and pound.

Palpite: Wendell abafando, clinchando e controlando por decisão.

Leonardo Santos x Efrain Escudero (categoria dos leves): O campeão do TUF Brasil 2, Léo Santos tenta emplacar sua primeira vitória após a conquista contra o veterano campeão do TUF 8, Efrain Escudero, que faz sua terceira passagem pelo evento. Aqui a receita é simples: Escudero tentará manter a luta de pé com seu wrestling defensivo e seu kickboxing, enquanto o multicampeão na faixa preta Léo, encurtará e tentará a todo custo levar essa luta pro chão e buscar a finalização.

Palpite: Léo Santos tem mais qualidade que Escudero e finalizará no 1° round.

Gleison Tibau x Piotr Hallmann (categoria dos leves): O brasileiro com mais lutas no UFC Gleison Tibau finalmente fará um co-main event enfrentando perigoso polonês Piotr Hallmann. Trocadores limitados, com poucos recursos em pé, essa luta deve cair para o lado do clinche e chão logo de cara. Hallmann é perigoso por cima (já finalizou Massaranduba e Yves Edwards), mas Tibau tem um jogo justo de quedas e defesas das mesmas, além de atacar muito bem na guilhotina. No clinche, Gleison tem muita força e usa bem as joelhadas no corpo para pontuar. O gás costuma ser o ponto contrário ao brasileiro e Piotr pode crescer no final da luta.

Palpite: Tibau, por decisão, com muito controle de posição no clinche e no chão.

Antônio Pezão x Andrei Arlovski (categoria dos pesados): O ex campeão dos pesados do UFC, Andrei Arlovski reestreou com uma vitória morna sobre Brendan Schaub. Já Antônio Pezão, volta de suspensão após empate épico com Mark Hunt. Os dois se enfrentaram em 2010 no Strikeforce e Pezão venceu por decisão unânime. Arlovski já não vive seus melhores dias; se a defesa de quedas ainda é razoável, o queixo não é dos mais confiáveis, o que faz ficar exposto no uso de seu bom jogo de trocação. Pezão tem boa qualidade no boxe, e uma verdadeira bigorna nas mãos, com muito poder de nocaute. Na luta na curta distância, Pezão leva vantagem, com bom jogo de chão e clinche perigoso.

Palpite: Pezão costuma sentir o cheiro de sangue e depois de atordoar Arlovski, conseguirá um nocaute técnico no 2° round no ground and pound.