Por: Deivis Chiodini | 3 anos atrás

UFC

Continuando sua expansão, o UFC chega na manhã de sábado a mais um ponto da Ásia, as Filipinas. O evento começa as 8 da manhã e o card principal tem previsão para as 11h, tudo com transmissão do Canal Combate. Lutas bem casadas e o confronto Frankie Edgar x Urijah Faber fazem valer a pena acordar “cedo”, coloque o despertador!

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Neil Magny x Hyun Gyun Lim (categoria dos meio médios)
Seis vitórias consecutivas fizeram Neil Magny entrar no top 15, e apesar do nocauteador Huyn Gyun Lim não estar na mesma condição, o vencedor é essencial para manter a escalada. Mostrando boa evolução no jogo de defesa de quedas e ataques no solo, Magny é um exímio trocador. Não costuma nocautear com um golpe, mas o volume costuma colocar seus adversários na lona, principalmente usando o boxe, com boas combinações. Se o chão não é o carro chefe de Magny, de Lim também não. Defesa de quedas decente e guarda ativa, seu negócio mesmo é trocar porrada. Boxe alinhado, caminhando sempre pra frente, queixo duro. Quando consegue encurtar, Lim gosta de usar joelhadas, que pode ser variação do seu jogo. Luta que promete porradaria.

Palpite: Lim tem um coração de leão, mas uma queda ou outra pontuais e a velocidade darão uma vitória por decisão pra Magny.

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Mark Munoz x Luke Barnatt (categoria dos médios)
Vindo de duas derrotas consecutivas, Luke Barnatt está com a corda no pescoço. Ele terá pela frente o filipino-americano e veterano Mark Muñoz, que se aposentará ao final dessa luta. Com certeza Muñoz terá a torcida a seu favor, haja vista que é um herói local. Com 1,97 de alcance, Barnatt usa muito os chutes para controlar a distância. No chão, suas pernas longas são facilitadores para os ataques da guarda, com destaque para os triângulos. Já Muñoz, que vem de três derrotas, disse que se aposenta, independente do resultado. As velhas deficiências de pé continuam, e Mark parece ter perdido a velocidade. Não há dúvida de qual será sua arma: encurtar, jogar na grade e usar seu wrestling estelar para, no chão, trabalhar o ground and pound, buscando uma brecha para uma finalização ou nocaute.

Palpite: A carga emocional motivará Muñoz, que levará a vitória por decisão na despedida.

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Gegard Mousasi x Costas Phillippou (categoria dos médios)
Dois lutadores que estão no top 15, mas que buscam consistência para passos maiores se enfrentam no co-main event. O cipriota Phillippou se recuperou de duas derrotas, com um bom nocaute sobre Lorenzo Larkin, mas logo após se lesionou e volta após um ano de inatividade. Mousasi quando esteve mais perto do topo também não venceu, sendo superado por Machida e Jacaré, mas a recente vitória rápida sobre Dan Henderson o coloca novamente em alça de mira. Philippou tem um boxe acima da média, com volume de golpes e bom jogo de pernas. Sua defesa de quedas é sólida, mas ele não se sente confortável no clinche e no jogo de grade, e uma vez de costas no chão se sente pouco confortável. Mousasi é um exímio kickboxer, com boas combinações que terminam em chutes altos capazes de nocautear ou em aproximação, em que a joelhadas no clinche minam a resistência do oponente. Se a defesa de quedas não é um primor, o jogo de chão é afiado, mesmo por baixo, com bons triângulos e ataques ao braço. Mais completo, Mousasi tem que imprimir seu ritmo, pois em algumas lutas parece disperso e sem motivação.

Palpite: Mousasi, com uma finalização no segundo round.

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Frankie Edgar x Urijah Faber (categoria dos penas)
Edgar x Faber, apenas uma palavra para definir: Sensacional. Edgar é ex campeão dos leves, já enfrentou José Aldo e uma vitória deve lhe dar direito a uma nova chance. Faber, ex campeão dos penas do WEC, desafiante dos galos do UFC duas vezes, voltando ao seu peso de origem. Dois dos maiores lutadores abaixo de 70 quilos da história e possivelmente futuros integrantes do Hall da Fama. UFC é isso que queremos ver, superlutas, mesmo não valendo cinturão! Faber, apesar de veterano mantém uma boa evolução. Lutador completo, ele tem bom poder de nocaute, apesar de apresentar algumas brechas defensivas na trocação, como na movimentação de pernas. Seu jogo na curta distância é excelente, com bom trabalho de clinche e quedas afiadas. No chão, jogo de alto nível, com destaque para as perigosas guilhotinas e as pegadas nas costas que resultam em mata leão. O problema é que Edgar é tão bom quanto Faber, seja no wrestling (onde você vê alguns bate estacas que lembram Matt Hughes), achando double leg de todos os lados. Clinchado, tende a dominar e amassar seu oponente com golpes no corpo. No chão, se não tem o instinto finalizador de Faber, é um excelente passador de guarda, de onde controla a posição e aplica um ground and pound dos melhores. De pé, seu boxe está entre os cinco melhores do UFC, com muito volume, velocidade e golpes retos. Além disso, vem adicionando bons chutes nas pernas ao seu repertório, um campo onde Faber tem problemas.

Palpite: Dois caras muito duros, que prometem um show. A vantagem de 13 cm na envergadura e o jogo de pé mais efetivo devem dar vantagem a Edgar, que levará na decisão.