Por: Sistema Por Acaso | 5 anos atrás

A nossa classe masculina tem muitas facetas. Uma delas e criar e acreditar em teorias. Um grande amigo de adolescência defendia a tese de que nas festas, a nossa abordagem às meninas devia começar pelas menos solicitadas – com menos atributos, pois assim a nossa chance de ficar com alguma guria era bem maior.

Se tem uma coisa que todo homem que se preza faz é classificar a mulherada, quando chega num ambiente. “Quem é a número um?”, “Quais são as três mais apessoadas?”, “Quais são as solteiras?”. Há muitas possibilidades de listas. Mas uma provável leitora não precisa pegar o seu cônjuge pelo colarinho e forçá-lo a negar, a dizer que “ele” não faz isso. Muitas vezes esta lista de preferências é inconsciente. A minha não é. Poderia até citar aqui quem são as mais gatas de Jaraguá do Sul, mas isto é tarefa de outros colunistas.

Eu li uma opinião feminina sobre esta questão das listas. Segundo ela, quando uma mulher estiver a fim de um homem comprometido, e este vier a ficar disponível, a interessada só terá 10 minutos para agir, para mostrar a sua intenção. Pois o novo avulso já terá outra em vista ou até uma lista hierárquica de pretendidas. Acho que isso vai depender da capacidade de observação do sujeito. Mas o cara tem que estar esperto para não cair nas armadilhas proporcionadas pelo segundo maior mercado mundial de cosméticos, de óculos de sol gigantes e de roupas e acessórios que aumentam ou diminuem características pessoais. E tem outra, uma mulher estando na fase “ninguém me ama, ninguém me quer”, pode fatalmente estar na lista de alguém.

Eu, particularmente, não tenho lista de suplentes. Mas caso aconteça alguma “tragédia”, eu vou começar os trabalhos por outra lista, aquela das TOP10 Jaraguá. Nunca concordei com a teoria do meu amigo, das menos bonitas primeiro, mesmo que isto custe muitos “não”. Por ora, a certeza que eu tenho é de que meu celular vai tocar, assim que a minha namorada ler esta historinha. Ela sabe que eu não escrevo ficção. E eu sei, a italiana vai ligar. E a conversa vai começar assim: ÔH, MÁR-CÉ-LÔ!…

MARCELO LAMAS, autor de “Mulheres Casadas têm Cheiro de Pólvora.
marcelolamas@globo.com