Por: Sistema Por Acaso | 3 anos atrás

l3

A teoria é defendida por cientistas no documentário Mass Extincion: Life at the Brink, produzido recentemente pelo Instituto Smithsoniano – uma instituição educacional de pesquisa associada a um complexo de museus dos Estados Unidos.

Uma das espécies destacadas pelo filme é o leão africano. Segundo relata o documentário, restaram apenas de 32 a 35 mil leões africanos, enquanto que, em 1950, os números eram bem maiores, por volta de 500 mil, segundo alguns grupos de especialistas. A população de leões africanos sofreu um declínio de 90%.

l00

O biólogo da Universidade de Califórnia-Berkeley Anthony Barnosky, que teve destaque no documentário, disse que os números são bastante sólidos.

— Sabemos disso por meio de registros históricos de onde os leões costumavam estar e onde claramente não estão mais.

Ele explica que é uma combinação do uso de dados históricos sobre o que se sabe da distribuição dos leões ao longo dos últimos séculos combinado com alguns estudos detalhados e censos de quantos leões estão lá em populações conhecidas ao longo da última metade do século.

l1

A principal causa do declínio na população de leões seria a matança indiscriminada por causa da agricultura e da pecuária, juntamente com o esgotamento de suas presas, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, que tem o leão africano em sua “lista vermelha” de espécies ameaçadas.

Os leões africanos, no entanto, não são os únicos. Um relato semelhante pode ser feito sobre os tigres, os rinocerontes e qualquer outra espécie, de acordo com Barnosky.

— Matamos cerca de 50% dos vertebrados selvagens do mundo apenas nos últimos 40 anos. Já matamos metade do número de indivíduos. Pescamos 90% dos peixes dos mares. Então, essas são as grandes coisas que estamos fazendo para o mundo.

O documentário examina também o asteroide que matou os dinossauros há 66 milhões de anos e também um fenômeno do final do período Perminano, há 252 milhões de anos, quando 90% das espécies da Terra desapareceram após massivas erupções vulcânicas na Sibéria.

 De acordo com os cientistas, em cada um desses casos, a extinção global não foi causada por apenas um evento imediato e dramático, mas pelos seus efeitos nos oceanos e na atmosfera do planeta.

O impacto do asteroide levou a tanta fumaça na atmosfera que a radiação do Sol foi reduzida drasticamente, levando a grandes mudanças climáticas. O vulcanismo que acabou com grande parte das espécies no período Permiano, deu início a um forte aquecimento global e à acidificação dos oceanos, colocando uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera.

As extinções passadas estariam vinculadas a mudanças climáticas radicais no clima global. Essa não seria a mesma causa da extinção atual, pelo menos não agora. Por enquanto, os cientistas do documentário dizem que a humanidade está ameaçando as espécies, destruindo seu habitat para desenvolver a agricultura para sustentar a quantidade cada vez maior de seres humanos. O aquecimento global pode agir por meio disso.

Fonte.