Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás
Reprodução/Internet

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Cientistas de Harvard e do MIT estão desenvolvendo uma tecnologia capaz de armazenar energia solar em moléculas que podem liberar essa energia posteriormente diante de um estímulo específico e serem ‘carregadas’ de novo, infinitamente – como uma espécie de bateria que carrega no sol. Essa energia armazenada pode ser usada para aquecer a casa, para cozinhar ou para aquecer água.

Em um relatório sobre o projeto, publicado no diário Nature Chemistry, os cientistas explicam que estão trabalhando com moléculas conhecidas como “photoswitches”, que são fotossensíveis e são capazes de assumir dois formatos diferentes, “como se tivessem uma dobradiça no meio”. Ao expô-las ao sol,  elas mudam de formato e ficam mais estáveis. Daí, podem armazenar calor indefinidamente e podem ser utilizadas também indefinidamente pra emitir esse calor. Sim: é uma máquina de energia limpa virtualmente infinita, que tem o sol como recurso.

A principal diferença entre essa tecnologia e a de paineis solares fotovoltaicos é que os últimos, além de caros, transformam o calor em energia elétrica.

Depois de armazenar a energia do sol e mudar de forma, a molécula fotossensível retém essa energia até que receba um pequeno estímulo – seja exposta a uma pequena quantidade de luz, calor ou eletricidade. Daí, ela volta pro formato anterior e emite calor. Exposta ao sol de novo, muda de forma mais uma vez para armazená-lo. Os cientistas estão usando uma substância com essas propriedades fotossensíveis chamada azobenzeno.

O líder da pesquisa, Timothy Kucharski, deu uma entrevista ao The Atlantic dizendo que a substância provavelmente teria formato líquido. O sistema provavelmente envolveria um tanque exposto ao sol e outro tanque dentro de casa, e o líquido seria remanejado e armazenado de acordo com a necessidade de ‘carga’ e ‘descarga’ de energia.

Agora os cientistas devem pesquisar outras substâncias com as mesmas propriedades. Eles ainda estão longe de construir dispositivos para o usuário final com a tecnologia, mas esse estudo está dando o primeiro passo.