Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

Nota da coluna de hoje do Rubens Herbst, que começou com rancor, elaborou compreensivo, seguiu analítico e terminou com tapão:

Adolescentes perturbaram a sessão de “Somos Tão Jovens”, na qual eu me encontrava no sábado. Riam dos chiliques de um imberbe Renato Russo, prévia do que viria a aprontar no futuro, já rock star. Talvez a garotada confundisse o longa com um episódio estendido de “Malhação”; talvez se visse em muitos dos diálogos e situações protagonizadas pelo futuro líder da Legião Urbana, apresentado no filme em seus dias de formação musical e sentimental, envolto em rebeldia, confusão e a busca pela própria identidade. Seja qual for o motivo, o fato mostra o quanto Renato – morto há 17 anos – ainda fala a língua dos jovens, desta vez, não por suas canções, mas por sua história inicial de vida. Assim, o filme de Antonio Carlos da Fontoura ganha por não dirigir-se apenas aos tios fãs do rock brasiliense ou da própria Legião. De início cambaleante por causa das interpretações forçadas, a trama deslancha e alcança a naturalidade dos entreveros teens, que na pele de Renato retumbavam com força triplicada. Quem teve turma sabe como é. A diferença é que a dele era composta por gente que mudou a cultura da Capital Federal e deixou marcas profundas no rock brasileiro.

Pei, hehe.