Por: Gabrielle Figueiredo | 1 ano atrás

Matéria publicada pelo O Correio do Povo

Há cinco anos, desde que os gêmeos Kauan e Rodrigo Wolff nasceram, a rotina da dona de casa Tatiane Barbi de Alcântara, 27 anos, consiste em se dedicar integralmente aos filhos e lutar para que nada falte a eles, principalmente na área da saúde, bem-estar e alimentação.

Rodrigo tem paralisia cerebral e o irmão Kauan, hidrocefalia e cegueira no olho esquerdo. Para minimizar as sequelas causadas pela deficiência intelectual e consequente dificuldade de mobilidade – já que não conseguem se manter de pé sozinhos e se movimentam principalmente engatinhando – ambos necessitam de bota órtese, mas apenas Kauan dispõe do equipamento.

Em função do alto custo unitário do produto, que custa entre R$ 800 e R$ 1 mil, Tatiane busca ajuda para possibilitar a Rodrigo outra bota órtese, no tamanho 25.

A indicação para o uso do item ortopédico, imprescindível por causa do controle deficitário de tronco e dos encurtamentos musculares dos meninos, foi feita pela Apae de Jaraguá do Sul, onde eles são atendidos duas vezes por semana e se submetem à estimulação com sessões de fisioterapia.  O diagnóstico, feito em 12 de julho, esclarece que o calçado é para manter os pés em posição anatômica e evitar contraturas. Os gêmeos também frequentam diariamente a escola municipal Albano Kanzler no turno vespertino, no bairro Nova Brasília.

“A minha vida é completamente deles. Primeiro meus filhos. Eles são tudo para mim”, observa ela, enquanto os olha amorosamente. Ela conta que há mais de um ano deixou de receber cesta básica e que o benefício Bolsa Família também foi cortado há oito meses.

Além de Rodrigo e Kauan, ela voltou a ser mãe há cinco meses com a chegada da pequena Nicole, filha do padrasto dos gêmeos, o pedreiro autônomo Márcio Moura.

Se fosse colocar no papel, ela calcula que gastam em média R$ 2 mil para manter os medicamentos e itens necessários para os gêmeos. “Toda a ajuda é bem-vinda, porque pagamos aluguel e nessa época está difícil para ele, que é bastante dedicado aos dois”, assegura ela.

Como ajudar

Quem quiser contribuir para a compra da bota órtese e doação de fraldas e alimentos pode contatar no (47) 9265-0194 e 9177-4425, ou ainda procurar a família na Rua João Bertoli, 312, no Água Verde, nas proximidades da BR-280.

Fonte: Sônia Pillon/OCP
Foto: Eduardo Montecino