Por: João Marcos | 6 anos atrás

Matéria na íntegra feita por Nilson Antonio para o OCP, fazer o bem sem dizer a quem.

A alegria muitas vezes estampada no rosto de Matheus Minatti, 14 anos, esconde as dificuldades que a família enfrenta para conseguir dar a ele melhores condições de vida. O caçula de três filhos, sofre de Distrofia de Duchenne. A doença genética causa fraqueza progressiva e degeneração dos músculos usados durante o movimento voluntário. A maioria dos pacientes perde a capacidade de caminhar. Matheus depende da cadeira de rodas.

Os pais, Rosane Kiste Minatti, desempregada, 40 anos, e Ivo José Minatti, auxiliar de serviços gerais, 47 anos, contam que a doença foi descoberta quando a criança tinha quase quatro anos. “Quando o médico fez o diagnóstico, não acreditamos. Procuramos a orientação de outro profissional”, conta o pai. Segundo ele, foi difícil aceitar que a criança teria problemas de saúde.

Nestes anos, a situação financeira da família ficou mais restrita. As despesas aumentaram com os gastos em tratamentos na busca da reabilitação do adolescente. A cada seis meses, Matheus vai até a Universidade de São Paulo (USP) para ser avaliado. “Nas viagens gastamos aproximadamente R$ 1 mil”, revela Rosane. Algumas vezes a família recebe auxílio da Prefeitura para realizar a consulta. O atendimento médico custa R$380.

Rosane diz que as dívidas se acumulam. Para facilitar o transporte do filho às sessões de fisioterapia e hidroterapia, em Jaraguá do Sul, a família foi obrigada a comprar um carro. “Estou com parcelas atrasadas e tenho medo de que terei de devolver (o automóvel)”, lamenta. Rosane conta que com o crescimento do menino, cada ano fica mais difícil fazer a locomoção sem a utilização de um carro. Além destes custos, há
gastos para melhorar a acessibilidade na casa, como por exemplo, alterações no banheiro e a construção de rampas de acesso.

Matheus estuda no 9º ano do Ensino Fundamental. Ele diz que com a cadeira elétrica consegue ter facilidades de movimentação e chega a visitar os amigos. Otimista com o futuro tem um sonho. “Quero estudar para ser engenheiro ambiental”, projeta.

Como forma de arrecadar recursos para ajudar no tratamento da doença, a família tem realizado algumas promoções. A última, feita em 2011, rendeu condições de pagar parte da cadeira de rodas motorizada. Outra parte foi doada por um empresário do município. Para este ano, a família vai promover um evento com premiação no dia 19 de agosto, no Pavilhão da Igreja Católica, na rua Padre Vicente Schmitz, 116, no Centro de Corupá, às 14h.

Quem tiver interesse em ajudar, é só entrar em contato com a família pelos telefones: 3375-3206 ou 9152-9628.