Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

“De certa forma, um monte de pornografia pode ser comparado a junk food. É um produto altamente processado, com uma formulação concentrada produzida para suprir uma de nossas necessidades básicas. Culturalmente, somos realmente bons em pegar algo que é bom ou divertido para nós e destilar isso a ponto de tornar-se tóxico. No caso da comida, trata-se do sal, açúcar e gordura. No caso da pornografia, trata-se do sexo improvável e não-realista que segue convenções previsíveis e que rejeita o prazer genuíno. Em ambos os casos, a diversidade e variedade real é removida, e no lugar, diferenças superficiais são promovidas. Quando se trata disso, qual a diferença entre Cheetos, Doritos etc? São todos derivados do milho, com sal, gordura e variações nos aditivos de sabor. O propósito deles não é nutrir – o propósito deles é de que as pessoas os comprem para que os fabricantes ganhem cada vez mais dinheiro.”


Ótimo comparativo por Charlie Glickman em seu artigo “The Porn I’d Like to See in the World“. Convém comentar daí uma defesa que sempre fiz quanto à pornografia caseira: é legítima, espontânea e, principalmente, feita pelo prazer.