Por: Sistema Por Acaso | 3 anos atrás

casais

Às vezes simplesmente se manifesta. Em alguns casos, é uma construção decorrente do tempo, de momentos e experiências. Amor, simples ou complicado, mas impossível de se encaixar em uma definição universal. Quase todas as áreas do conhecimento humano já se debruçaram sobre a questão, que ronda a vida de todos, independentemente de determinações.

Para a ciência, esse sentimento é uma estratégia de perpetuação da espécie. É o resultado de mecanismos puramente fisiológicos. Já o amor da literatura vai muito além. É voltado às emoções e sensações, algo sublime e admirável. Na arte, na filosofia ou na psicologia, pensadores e estudiosos tentaram compreender esse fenômeno, um dos princípios das relações humanas.

Nesse Dia dos Namorados convidamos jovens casais de Jaraguá do Sul para falar sobre relacionamento. Diversas óticas, conjunções e vivência reunidas em torno do mesmo tema: o amor.

Do acaso veio um sentimento a mais

kelsonejoy

Eles tinham tantas pessoas em comum. Gostos em comum. Lugares em comum. A aproximação acabou acontecendo naturalmente, em um vai e vem de conversas. Foi meio sem querer e aos poucos que o contato despretensioso evoluiu para um relacionamento. Os amigos foram os principais responsáveis para que aquela simpatia existente virasse romance. Logo atrás veio o casamento, viagens e planos. Em dezembro, a soma de momentos juntos atingirá cinco anos. Mais de mil e oitocentos dias depois, Joy e Kélson ainda extravasam sentimento pelos sorrisos e olhares.

E é impossível negar, as compartilhadas pelo casal são permeadas de carinho. Dos momentos já vividos, eles destacam que a essência de se relacionar é buscar, constantemente, conhecer o outro e aprender mais e mais sobre a pessoa amada. Na rotina, os desafios são diversos e a união fala mais forte para passar por cada situação, é preciso amor nos bons e maus momentos. Os obstáculos vão sendo superados um por um.

“Para nós, relacionamento é um querer bem, estar bem e fazer bem. Acreditamos que um bom relacionamento é feito de trocas, as duas pessoas precisam estar afim, de estar dentro deste relacionamento. Além disso, relacionamento é calcado no amor e confiança, e, para que tenha um bom andamento, é preciso seguir à risca uma série de elementos, que, juntos, fortalecem a união do casal. Compreensão, companheirismo e principalmente PACIÊNCIA”.

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Sem limitar

prietais

Não passou nem mesmo um ano de relacionamento, mas elas já complementam o pensamento uma da outra. A sintonia é efeito direto da intimidade e abertura que a Priscila e Tais compartilham. Não existe segredo ou um tema proibido. Elas compartilham todos os sentimentos, opiniões e, principalmente, risadas.

As duas já se conheciam de vista. Foram encontros e desencontros até uma apresentação formal. A primeira conversa foi sobre livros e chás, lembra Tais. Só que relação ainda estava distante. Apesar das duas sentirem algo a mais, a Tais se afastou, já que estava em outro relacionamento. A afinidade extrema permaneceu depois de um ano. Bastou o primeiro beijo para elas não se desgrudarem. Um dia inteiro sem se ver, é tempo demais. Para elas, a parceria é consequência de carinho, confiança e muita risada.

“Relacionamento tem que existir brincadeira o tempo inteiro, se é muito sério, não dá certo. É preciso intimidade para conversar qualquer coisa. O universo é tão grande, você não pode ser egocêntrico ao ponto de querer que a pessoa faça o que você quer. A gente não tem isso, prevalece muito a liberdade. Sentir realmente o que está sentindo, e não fingir. Estamos sempre conquistando uma a outra, sempre preocupadas uma com a outra. É um cuidado eterno. Nosso relacionamento se baseia em liberdade, em conquistar a pessoa todos os dias.” – Tais

“Mantemos sempre a sinceridade, também em relação a sentimentos fora do relacionamento. Acreditamos que não é porque nos amamos que acontece uma mágica que proíbe teu cérebro e teu corpo de sentir atração por alguém que não seja a pessoa amada. Somos seres humanos, e somos sete bilhões. Irão existir muitas pessoas que trocam energia contigo. Somos sinceras se isso acontece, e não é fácil. Ciúmes é uma parada medonha, só faz mal. Tentamos sempre desapegar dele, porque temos certeza do nosso amor e que não serão coisas tão efêmeras que vão desconstruir ele. A recompensa é muito carinho, força (nos ajudamos muito pra crescermos pessoalmente e profissionalmente), e muita gratidão.” – Priscila

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Conexão de sentimentos

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Quando a Maria Isabel e o Jaime se conheceram tiveram aquela leve sensação de que algo forte ligava os dois. Foi um rápido vislumbre do sentimento que começavam a construir. É claro que a leve atração inicial ainda precisava superar a necessária interação social. Era uma vontade forte de saber mais sobre o outro, conhecer ideias, compartilhar experiências. Conforme as trocas se tornavam mais e mais constantes, foi impossível não contestar tantos pontos que se ligavam.

Os encontros, cada vez mais frequentes, contam os namorados, tinham o tempo como inimigo. Cada minuto de conversa passava em um segundo. Os sorrisos frouxos, aquele frio na barriga e olhares bem discretos duraram até o primeiro beijo.  Foi ele que abriu o caminho para os sentimentos fluírem. Não havia mais vergonha, mas sim uma corrente elétrica. Sorriso bobo, provocações e um ar de sacanagem. Completos desconhecidos passavam a compartilhar uma forte energia que, para eles, só aumentava a cada minuto, uma troca íntima de sentimento e experiência.

 “Há sempre aquela preocupação de tentar fazer o outro sentir bem, até porque amor mesmo é querer ver a pessoa bem e feliz, independe de qualquer imprevisto, e o mais bonito de tudo é não precisar exibir nada para ninguém, e ainda assim ter certeza que é amado, porque não importa o que o resto do mundo pense de vocês, apenas sempre lembre o real motivo de estar ao lado dessa pessoa, pois assim como sair pela porta da frente, ficar é uma grande escolha”.

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Amor no plural

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Para Leo Begin e Raphael Fagiolo o amor foi à primeira vista. Os olhares se cruzaram a primeira vez ema situação completamente inesperada. Eles faziam cursos diferentes, em faculdades diferentes, mas tinham uma amiga em comum.  A sucessão de eventos que fez ambos estarem no mesmo laboratório de informática no dia 07 de dezembro de 2004, ficou a cargo da sorte, destino ou acaso. Ou simplesmente era para ser. Naquele dia eles foram apresentados e dali a três meses eles já dividiam o mesmo teto.

Dez anos depois, o amor expandiu. Leo e Raphael conheceram o Douglas e construíram um relacionamento poliamoroso. A soma trouxe ainda mais sentimento e uma dose a extra de romantismo. Não existe fórmula mágica ou formato para o amor, mas eles destacam que o principal desafio de um relacionamento é nutrir os sentimentos, fugir da rotina e não envelhecer mentalmente. É preciso se reinventar e se apaixonar constantemente pelo outro.

“Relacionamento é cumplicidade, estar junto em todas as ocasiões e ser parceiro nos bons e maus momentos, e é claro, amar muito! Para manter a parceria é preciso esforço mútuo, entender as diferenças e peculiaridades individuais e não deixar a chama da paixão se apagar. As recompensas são muitas, vivemos rodeados de pessoas, mas aquelas que vão ficar mais pertinho e dividir os momentos mais especiais tem que ser quem você escolheu pra amar. Dividir todos momentos, uma vida inteira, é ainda melhor, poder na velhice relembrar tudo que passou e ter um colinho enrugado pra deitar, é algo pra poucos. Amor não tem definição e tem inúmeras ao mesmo tempo. O amor é meio incompreensível, meio louco, apronta sacanagens, brinca e te faz levar a sério, é assim, indescritível. E viva o amor, vivam os amores!