Por: Ricardo Daniel Treis | 02/05/2011

Notícia já comentada aqui no site semana passada ( 01 | 02 ), volta à pauta para discutir dois aspectos que preferí deixar primeiro para a coluna do dia 28. Ei-los:

Responsabilidade
Essa é mais uma das leis que são impostas onde os bons pagam pelos maus. Assim como tem a turma dos relaxados que deixam a via emporcalhada com latas, garrafas e urina há também o cidadão que tinha ali na Reinoldo ou na Praça apenas um momento extra de sociabilização.
Quais points de Jaraguá já estão abertos às 15h do domingo pra galera se encontrar e comentar da balada da noite anterior? Claro, para isso também há a opção de reunir todo mundo em casa e etc., mas convenhamos que seja deveras deprimente. Movimento é o que levava a galera a fazer ponto na rua, e para se equiparar a isso, agora só se haverem estabelecimentos do gênero abertos.
A falta de mão de obra pode ser um problema, assim como o cansaço, mas o proprietário de point que não enxergar na Lei Seca uma oportunidade de faturar uma boa grana aos domingos só pode ser cego.

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Tomando lado
Assumo que sou favorável à lei. Há os bons que não fazem zoeira, mas são poucos. Galera, no geral, prefere o descontrole mesmo, e agora vão ter que arcar com as conseqüências.
Querem meu palpite sobre qual vai ser a próxima censura? Canto já: Lei do Silêncio.
Se esses indivíduos que usam seus sons superpotentes para compensar a falta de melhores atributos não pararem suas exibições públicas, dentro em breve veremos nossa polícia tendo que se ocupar com medições por aí. E o pior: uma viatura destacada para fiscalizar a Praça ou a Reinoldo é uma viatura a menos para auxiliar na prevenção de crimes pela cidade.