Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

Preste atenção ao que você faz, temos ai novas tecnologias e estamos absorvendo com naturalidade os comportamentos que elas trazem consigo. Isso não está certo.

“(…)Com a ubiquidade (possibilidade de estar em vários lugares ao mesmo tempo) o indíviduo passa a fazer mais coisas com a mente do que com o corpo. Está aí a sensação de torpor que causa usar um smartphone. São muitos estímulos que alimentam nossa ansiedade e quando vemos estamos na mesma posição há horas. Há uma dissociação da mente com o corpo – enquanto ela está ativa, o corpo está parado. A dedicação a cada tarefa diminui. Você passa a responder por vários “você mesmo”. Você está dormindo, mas seu perfil no Facebook recebe mensagens 24 horas, assim como o smartphone ligado na cabeceira da cama, e o linkedin, o pinterest, o tumblr, o twitter… Parece que o mundo te atropela. O dia acaba antes de conseguir dar conta de tudo e relaxar.

Segundo os filósofos, isso gera o mal-estar da pós-modernidade: uma eterna sensação de vazio, tédio e ansiedade. Isso nos leva a buscar por experiências cheias de adrenalina, mas igualmente fugazes e superficiais. Não permite a construção de sentido ao que se vive. Daí, emerge outro comportamento, o de flâneur, aquele que não tem necessidade de encontrar sentido completo pois está sempre em movimento: adquirimos uma vida mobile. O ser humano passa a viver a lógica do fragmento, pulando de uma experiência para a outra. Ele quer viver intensamente os estímulos, mesmo que sejam fugazes.

Fosse você, começava a reduzir a intensidade de certos novos hábitos, porque ao que parece, tanto a mídia quanto as corporações só vão estimular isso.

“Grande parte desses conceitos eu retirei de uma palestra que vi na Editora Globo, que aponta tendências de comportamento para produção de conteúdo(…)”

O mundo está mobile, por Débora Nogueira, leia o artigo completo.


E amigos, se está assim agora, o que esperar com a chegada dos Google Glasses, que literalmente, não vão sair da cara dos usuários?