Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás
Com a paralisação, quem chega aos PAs têm sérios problemas de atendimento Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Com a paralisação, quem chega aos PAs têm sérios problemas de atendimento
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

A terceira semana de greve dos servidores públicos municipais de Joinvillecomeça com uma assembleia às 9 horas desta segunda-feira, em frente à Prefeitura. Os grevistas também devem fazer um apelo para que a negociação seja reaberta e, à tarde, vão à Câmara de Vereadores para pedir que os parlamentares continuem sem votar outros projetos e ajudem nas negociações entre sindicato e Prefeitura.

No fim de semana, a falta de funcionários acabou restringindo o atendimento nos prontos-atendimentos da cidade. Na última semana, cerca de 1,1 mil servidores municipais aderiram à greve, conforme levantamento feito pela Secretaria de Gestão de Pessoas.

O número representa pouco menos de 10% do quadro geral de trabalhadores, que é de aproximadamente 12,3 mil. A saúde e a educação foram os setores que mais sentiram. Oito postos de saúde foram fechados na sexta-feira. Na última reunião entre o sindicato da categoria e a Prefeitura, as negociações avançaram um pouco, mas ainda não foram suficientes para estabelecer um acordo definitivo entre as partes.

A Prefeitura propôs ganho real de 1,18% somado à inflação registrada no período, que foi de 5,82%, além de um aumento de 20% na base do vale-alimentação a partir de 2015. Os servidores rejeitaram as proposições.

Prefeitura diz estar no seu limite

Numa segunda conversa, o Sindicato dos Servidores (Sinsej) propôs ao governo oferecer um ganho real maior, de 3%, e mudança na regra do vale-alimentação ainda neste ano. Desta vez, a Prefeitura recusou a proposta.

— A greve continua até o prefeito Udo Döhler aceitar a nossa proposta — disse o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter.

Prefeitura afirma que não tem capacidade para arcar com o aumento de salário pedido pelos servidores e que está no limite fazendário, ou seja, sem condições para elevar os gastos com a folha de pagamento. Nas contas da Prefeitura, para não haver problemas financeiros, o vale-alimentação poderia passar dos atuais R$ 195,30 para R$ 237,36.

Via ClicRBS