Por: Sistema Por Acaso | 04/02/2015

Se o uso de smartphones ao dirigir deve ser evitado, o mesmo se aplica ao pilotar um avião. Investigações conduzidas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA apontam as selfies como causa para um acidente aéreo que matou duas pessoas em maio do ano passado, na cidade de Watkins, no Colorado. Segundo o relatório, os flashes dos smartphones usados dentro da cabine fizeram com que o piloto perdesse a orientação espacial e mergulhasse em alta velocidade em direção ao solo.

As vítimas foram o piloto, Amritpal Singh, e o passageiro, Jatinder Singh. Não está claro se os dois possuíam algum parentesco. O pequeno Cessna 150 decolou do aeroporto local durante a noite do dia 31 de maio de 2014, com pouca visibilidade. Logo após a decolagem, a aeronave alcançou altitude de 225 metros, virou para a esquerda e caiu. As análises posteriores apontam que o equipamento estava em boas condições.

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“Com base na distribuição dos destroços, parece que o piloto experimentou desorientação espacial e perdeu o controle da aeronave. Com base na evidência do uso do telefone celular durante manobras em baixa altitude, incluindo o voo imediatamente anterior ao do acidente, parece que isso distraiu o piloto e contribuiu para a desorientação espacial e subsequente perda de controle”, diz o documento.

A evidência encontrada foi uma câmera GoPro, com imagens dos dias 30 e 31 de maio, que revelam que o piloto e os passageiros que ele conduzia tinham o costume de tirar fotografias dentro da cabine, com o uso de flash. O voo do acidente não foi gravado, mas imagens do anterior, ocorrido poucos minutos antes, mostram o uso do celular durante a decolagem, subida inicial e ao longo do sobrevoo.

“A perda de controle pelo piloto e subsequente perda aerodinâmica causada pela desorientação espacial em voo instrumental durante a noite. Contribuiu para o acidente a distração do piloto por causa do uso do celular enquanto manobrava em baixa altitude”, conclui a investigação.

Via O Globo.