Por: João Marcos | 29/08/2013

Desculpe-me pelo péssimo trocadilho com a música da Cássia Eller, mas é que a descoberta foi mais ou menos por aí:

Uma coisa é fato: dentro de alguns bilhões de anos – como todas as estrelas do universo – o sol vai morrer. Maaaas até lá, a missão dos astrônomos é tentar entendê-lo melhor e desvendar alguns mistérios que o universo ainda guarda, como por exemplo, quem o divide conosco – sim, sou daqueles que não acredita que estejamos sozinhos, mas isso é assunto pra uma outra conversa.

O negócio é que uma equipe internacional de astrônomos, liderada por cientistas brasileiros acabou de anunciar que encontraram a “irmã gêmea do sol”. Como assim? Vamos lá.

Trata-se da HIP 102152, que fica na constelação de Capricórnio, a 250 anos-luz da Terra. Ela leva esse título por ter a mesma massa, e também composições químicas similares ao astro rei, tornando-se a estrela mais parecida com ele conhecida no universo até hoje.

O estudo foi feito com o Very Large Telescope, um equipamento que permite examinar com detalhes as gêmeas solares – até caso você queira assistir ao vídeo da estrela feito pelo telescópio é só clicar aqui.

“Há décadas que os astrônomos procuram estrelas gêmeas do Sol, de modo a conhecer melhor a nossa própria estrela, que é responsável por toda a vida em nosso planeta”, diz Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo, líder da equipe.

O motivo de tanta comemoração não é arrumar um substituto pro Sol, não chega nem perto disso – afinal, acabou o Sol, acabou a vida. A descoberta é importante para que os pesquisadores entendam como o Sol vai ficar quando envelhecer, e assim, descobrir a “validade” do Planeta Terra e das gerações futuras.

Acredita-se também que em torno da HIP 102152 podem existir planetas rochosos, como a Terra, então pode ser que essa pesquisa tenha se tornado apenas o estopim de muitas descobertas futuras.

ESO