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Iniciativa envolve jovens de famílias de área de vulnerabilidade social, com formação de coro cênico. Apresentação do projeto à comunidade acontece nesta terça-feira, dia 1º, às 18h30min, no CRAS – Centro de Referência e Assistência Social, no Morro Boa Vista. Informações pelo telefone (47) 3275-2477

Selecionada em 2009 pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura no Brasil, iniciativa que no Estado tem o apoio da Fundação Catarinense de Cultura, a SCAR está dando início ao projeto Villa Coral.

O objetivo é formar um grupo de 30 crianças e adolescentes do morro Boa Vista, também conhecido como Morro da Antena, em canto coral e artes cênicas. As atividades acontecem no CRAS, mantido pela Prefeitura, contando para isso com recursos repassados em parcelas anuais pelo Ministério da Cultura, durante três anos. Com a verba anual de R$ 60 mil, a SCAR desenvolve todas as terças-feiras das 13h30min as 16h45min aulas de canto, teatro e artes plásticas, sob a responsabilidade das professoras Elisabete Muller, Tanize Creuz e Violeta Polo, respectivamente.

O trabalho prossegue até novembro, encerrando a etapa do primeiro ano no dia 16 com uma apresentação do coral cênico para a comunidade, no Centro Cultural. As aulas são gratuitas e beneficiam filhos das famílias que residem no local, uma das áreas de maior vulnerabilidade social de Jaraguá do Sul.

Elisabete Muller, coordenadora do projeto, explica que a idéia é envolver os jovens em todo o processo de criação do espetáculo. “Eles vão aprender não apenas a cantar e a interpretar, mas a confeccionar o cenário e cuidar de todos os detalhes”, diz. O Ponto de Cultural envolve ainda atividades de leitura e de pesquisa, contando para isso com recursos de informática que serão instalados nas próximas etapas do projeto.

A pedagoga Zenilda Pereira entende que o projeto Villa Coral é uma conquista para a comunidade. “Há uma carência muito grande de eventos ligados à cultura, de atividades que permitam a socialização e melhorem o convívio familiar. Acredito que a arte tem essa capacidade de fazer as crianças enxergarem uma perspectiva melhor e com isso ajudam a melhorar o ambiente familiar”, resume a servidora pública, há 12 anos trabalhando como recreadora.