Por: Ariston Sal Junior | 30/05/2014

tabagismo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um relatório sobre ações em detrimento do controle do tabagismo no final de 2013. Segundo o documento, 5% da população mundial vive em países que se mobilizam para reduzir o uso de cigarro. O tabaco provoca doenças que matam seis milhões de pessoas por ano, seja por vício ou exposição à fumaça ambiental. Este número deve atingir oito milhões em 2030.

No Brasil morrem cerca de 200 mil pessoas todos os anos devido ao tabagismo. E para coibir o consumo desenfreado de tabaco e derivados, desde 1987 a data de 31 de maio é reverenciada como o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Como consequência, atualmente 80% dos fumantes querem parar de fumar, pois cada vez mais conhecem os malefícios do cigarro.

De acordo com pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 11,3% da população brasileira é fumante. A frequência é maior entre os homens do que em mulheres.

Em Joinville, de 2005 a 2013, 2.007 pessoas iniciaram tratamento nos grupos de controle de tabagismo. Destes, 1.248 usaram medicação (62,18%) e 835 conseguiram parar de fumar (41,6%). O Ministério da Saúde considera aceitável a taxa de 30% de sucesso nos tratamentos.

A Secretaria Municipal de Saúde trabalha com ações para ajudar as pessoas a largar esse vícío. A psicóloga Karina Viana Pereira, do Programa Municipal de Controle do Tabagismo (PMCT), explica que no município, o tratamento para fumantes é realizado nas unidades básicas de saúde (UBS). Das 56 unidades, 45 têm grupos de controle do tabagismo.

Após encontrar uma unidade com atendimento, o paciente deve se inscrever numa lista e aguardar ser chamado. Ele passará por avaliação médica e depois frequentará um grupo de tratamento, composto por até 15 pessoas. São realizados 10 encontros durante seis meses, baseados na teoria cognitivo-comportamental.

Caso a dependência física seja elevada, o paciente também recebe medicação. “O médico verificará se o paciente deve fazer uso ou não de medicamentos. Hoje temos disponível na rede os adesivos transdérmicos e o cloridrato de bupropiona. O paciente só receberá a medicação mediante participação no grupo”, destaca Karina.

A psicóloga ainda alerta para as doenças mais graves provenientes do contato excessivo com o tabaco: câncer de pulmão (90%), doenças coronarianas (25%), bronquite e enfisema pulmonar (85%) e doenças cerebrovasculares – AVC – (25%). Outro dado alarmante é que a cada 100 pacientes com câncer, 30 são fumantes, segundo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

As doenças atribuídas ao tabagismo geraram, ao Brasil, um custo total de R$ 21 bilhões em tratamentos. Em contrapartida, nos últimos oito anos tem ocorrido o aumento do preço do cigarro. Esse e outros fatores, como perdas na produção da folha de fumo, provocaram a redução em 28% no número de fumantes no país “Mas, querer parar de fumar é fundamental. Os grupos de trabalho ajudam o fumante a mudar os hábitos”, observa Karina.

O Programa Municipal de Controle do Tabagismo realiza palestras em empresas de Joinville, procurando orientar fumantes e fumantes passivos sobre os riscos do consumo do cigarro.  No dia 14 de junho, às 9 horas, está prevista caminhada com saída da UBS de Pirabeiraba. Para informações sobre o programa, ligue 3422-9524. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7 às 13 horas.

Fonte: Comunicação Prefeitura de Joinville