Por: Ariston Sal Junior | 11/07/2014
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Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, saneamento é o conjunto de medidas adotadas para controlar os fatores do meio físico do homem que podem exercer efeitos nocivos ao seu bem-estar físico, mental e social, ou seja, são ações que visam melhorar a vida e a saúde da população.

Em nossa região, o SAMAE cumpre função fundamental para a concretização destes objetivos, visto que a distribuição de água e a coleta e tratamento do esgoto sanitário estão diretamente relacionados à garantia à saúde e ao bem estar da população.

Nesse sentido, a nível mundial, o Brasil ainda tem muito a melhorar no aspecto saneamento. Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil apontou o Brasil como 112º colocado no progresso da universalização do acesso ao saneamento básico nos últimos 12 anos, comparado com 200 países de diversos estágios de desenvolvimento econômico e social.

De acordo com o Ministério das Cidades (SNIS 2011), apenas 48,1% da população brasileira têm coleta de esgoto sanitário e 36 milhões de brasileiros ainda não têm água tratada. E as conseqüências da falta de saneamento básico são alarmantes:

– Segundo a UNICEF, cerca de 600 milhões crianças morrem anualmente por conta de doenças diarréicas causadas pela falta de acesso à água de qualidade e esgotos coletados e tratados no mundo;

– Em 2013, no Brasil, foram notificadas mais de 340 mil internações por infecções gastrintestinais, que acarretaram cerca de 121 milhões de reais em despesas públicas para o Sistema Único de Saúde – SUS. Destes 340 mil pacientes, 2.135 chegaram a óbito;

– Em 2012, estudos do IBGE estimam que cerca de 849,5 mil dias de trabalho foram perdidos pelos brasileiros devido aos afastamentos decorrentes de doenças relacionadas à falta de saneamento. Estima-se que tenham sido despendidos cerca de R$1.112 bilhões com horas pagas e não efetivamente trabalhadas;

– Quanto à educação, estudos mostram que, em média, estudantes sem acesso à coleta de esgoto têm atraso maior do que aqueles que têm acesso ao saneamento;

– Há uma diferença de 13,6% na valorização de imóveis em idênticas condições, porém, um com e outro sem acesso ao saneamento;

– A valorização dos imóveis em todo o país chegaria a R$ 178,3 bilhões, portanto, sozinha, compensaria parcialmente o custo da universalização do saneamento para o Brasil, estimado em R$ 313,2 bilhões;

– A falta de saneamento reflete diretamente na taxa de mortalidade infantil, na longevidade da população e no Índice de Desenvolvimento Humano.

Assim, é fácil perceber os benefícios que o saneamento básico trazem à população e o quanto prejudicial é a falta dele.

Contudo, apesar da situação precária do saneamento no Brasil, Jaraguá do Sul destoa desta realidade, podendo ser considerado uma exceção em relação ao resto do país.

Atualmente, o SAMAE de Jaraguá do Sul atende a aproximadamente 99% da população do município com redes de distribuição de água, que chegam a somar 700 km de extensão. São cerca de 54.000 ligações de água, sendo que uma nova Estação de Tratamento está em processo de implementação e garantirá o abastecimento do município para os próximos 258 anos.

No tocante ao tratamento de esgoto sanitário, o SAMAE possui um índice de 50% e passará a ter 82% de esgoto sanitário tratado e cerca de 400 km de redes, já no início de 2015, além de novos projetos que estão em desenvolvimento para que alcancemos futuramente a marca de 95%.

São índices dos quais podemos nos orgulhar, pois não apenas mostram que Jaraguá do Sul está muito à frente dos índices nacionais, como também, se comparado com cidades vizinhas, como Joinville com 18% e Blumenau com 4,9% de coleta e tratamento do esgoto sanitário, mostra-se referência no Estado. (SNIS 2011)

Assim, visando continuar proporcionando à nossa população e às futuras gerações a garantia de um meio ambiente saudável e do acesso ao saneamento, à saúde e bem estar, o SAMAE vem trabalhando com empenho e dedicação, investindo massivamente, em estudo, tecnologia, novos projetos e otimização dos processos já existentes.

Por isso, estamos aqui, solicitando a 750 novos soldados, que concluem hoje o programa de educação e valorização da água, que ajudem nessa luta para cuidar do meio ambiente, da água e do futuro do nosso município.

 

Este texto eu pronunciei na formatura do PROEVA (Programa de Educação e Valorização da Água que aconteceu no dia 3 de Julho) para 800 crianças de 8 a 10 anos e aos seus pais.
Cordialmente,

Ademir Izidoro
Diretor Presidente do Samae
Jaraguá do Sul