Por: Ariston Sal Junior | 05/08/2014
Em quase quarenta anos de existência, vírus nunca foi detectado fora da África (Tommy Trenchard/Reuters/VEJA)

Em quase quarenta anos de existência, vírus nunca foi detectado fora da África (Tommy Trenchard/Reuters/VEJA)

A possibilidade da chegada do vírus Ebola ao Brasil é pequena, segundo o Ministério da Saúde. A dificuldade de contágio e a pouca mobilidade das pessoas infectadas são alguns dos fatores que podem impedir que o Ebola se espalhe para fora do continente africano.

De toda maneira, na semana passada o governo brasileiro reforçou recomendações às equipes de saúde encarregadas de atender passageiros que apresentaram durante a viagem ao Brasil problemas como febre, diarreias ou hemorragias. A medida, na avaliação do Ministério da Saúde, é suficiente para identificar de forma rápida casos de uma eventual contaminação por Ebola em viajantes.

Enquanto isso, órgãos de saúde do mundo todo estão atentos ao risco do surto se disseminar para outros países e cruzar continentes. Mais de 1.300 pessoas foram infectadas e 729 morreram na África Ocidental em decorrência da pior epidemia de Ebola da história.

Contágio – A transmissão ocorre pelo contato de sangue, secreções e fluidos corporais de doentes, não pelo ar. Por esse motivo, quem corre mais risco de contaminação são familiares de doentes e profissionais de saúde. “Num avião, por exemplo, a probabilidade de uma pessoa infectada transmitir a doença aos indivíduos ao redor é baixa, mesmo no período de incubação, que vai de duas a três semanas”, diz Kallás. Esse é um dos motivos pelos quais o ebola nunca saiu da África em quase quarenta anos de existência.

Fonte: Veja