Por: João Marcos | 22/10/2012

Promulgada em 23 de abril de 1516 pelo duque da Baviera, Guilherme IV, a lei da pureza da cerveja atesta que para se denominar uma bebida de “Bier” (cerveja em alemão), esta só poderia ser produzida a partir das seguintes matérias primas: água, maltes de cevada e lúpulo. Como o estudo da microbiologia só foi iniciado por Louis Pasteur no fim do século IXX, naquela época não se tinha conhecimento a respeito do levedo, o fermento cervejeiro. Por isso ele não consta na lei original.

Papo de Bar nos trouxe o texto original da Reinheitsgebot:

Proclamamos com este decreto, por Autoridade de nossa Província, que no Ducado da Baviera, bem como no país, nas cidades e nos mercados, as seguintes regras se aplicam à venda da cerveja:

– Do dia de São Miguel (29 de Setembro) ao dia de São Jorge (23 de Abril), o preço para um Litro ou um Copo, não pode exceder o valor de Munique do pfennig.
– Do dia de São Jorge (23 de Abril) ao dia de São Miguel (29 de Setembro), o Litro não será vendido por mais de dois pfennig do mesmo valor, e o Copo não mais de três Heller (Heller geralmente é meio pfennig).
– Se isto não for cumprido, a punição indicada abaixo será administrada.
– Se todo cervejeiro tiver outra cerveja, que não a cerveja do verão, não deve vendê-la por mais de um pfennig por Litro.

Além disso, nós desejamos enfatizar que no futuro em todas as cidades, nos mercados e no país, os únicos ingredientes usados para fabricação da cerveja devem ser malte de cevada, malte e água.

Qualquer um que negligenciar, desrespeitar ou transgredir estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão tais barris de cerveja, sem falha.

Se, entretanto, um comerciante no país, na cidade ou nos mercados comprar dois ou três barris da cerveja (que contém 60 litros) para revendê-los ao vendedor comum, apenas para este será permitido acrescentar mais um Heller por Copo, do  que o mencionado acima. Além disso, deverá acrescentar um imposto e aumentos  subsequentes ao preço da cevada (considerando também que os tempos da colheita diferem, devido à localização das plantações).

Nós, o Ducado da Baviera, teremos o direito de fazer apreensões para o bem de todos os interessados.

– Guilerme IV Duque da Baviera

E de pensar que ultimamente o que tomamos é quase um copo de milho fermentado. Bem que se poderiam aplicar tais regras hoje em dia, pelo bem e pelos direitos da cevada.