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Calor e chuva são sinônimos de preocupação para moradores da região do Vale do Itapocu. E o problema nem é com o excesso de chuva, mas a proliferação de maruins, os pequenos insetos que causam coceira, inchaço e vermelhidão quando picam a pele.

Para tentar resolver o problema, a Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) financia uma pesquisa do Instituto Grade de Ciências Básicas, de Schroeder. Atualmente, estão em fase de finalização, para a produção de um repelente eficaz contra o inseto, o desenvolvimento de um larvicida e o estudo para se chegar ao predador natural do maruim. O repelente e o larvicida podem ser testados em pouco mais de dez meses.

Nas cidades da região, os maruins são uma praga urbana e deixam moradores incomodados. A família do agricultor Alóis Carlos Guinter, 70 anos, sofre com a infestação do inseto. “Todo ano, nesta época, é a mesma coisa”, conta o agricultor. A filha dele, Sandra Regina Guinter, é alérgica e vive no médico tentando encontrar alguma medicação que diminua o desconforto.

A família mora no bairro Barro Branco, região rural de Guaramirim, e, na tentativa de diminuir a quantidade dos insetos, plantou citronela em volta da casa e queima casca de laranja dentro de casa. “Tentamos de tudo. Deixamos o terreno bem limpinho, usamos repelente e venenos para pernilongos e outros insetos, mas o problema não diminui”, conta Sandra.

O repelente produzido pelo Instituro Grade já está pronto, mas precisa passar por um teste de toxicidade em pessoas antes de começar a ser produzido. Ele é o único que repele os maruins e sua ação pode ser sentida por até cinco horas.

“O repelente comum não atua efetivamente contra o maruim e, quando é aplicado, espanta o inseto por menos de 15 minutos”, diz o responsável pela administração do instituto, Carlos Roberto Fernandes.

Em seis meses, esses testes devem estar prontos e já no próximo verão algumas amostras do repelente devem ser testadas em pessoas. “Se der tudo certo no teste de toxicidade, testaremos o produto no próximo verão e buscaremos uma empresa daqui ou que venha a se instalar na região para produzir o repelente”, afirma Fernandes.

No terreno da dona de casa Marta Gechoski, 77 anos, a poucos metros da casa do agricultor Alóis, os maruins aparecem, mas não em grande quantidade. “Tem maruim, sim, sempre teve por aqui, mas não é muito e já nos acostumamos”, conta ela, que não costuma fazer nada para amenizar a aparição dos bichinhos.

Via AN.