Por: João Marcos | 7 anos atrás

Rafael Bastos Hocsman, gaúcho de Porto Alegre, 35 anos, nascido em família de origem judaica e formado em jornalismo. Rafinha Bastos hoje é um dos mais controversos humoristas do Brasil. Muitas vezes polêmico em suas piadas mas de personalidade muito forte e definida, Rafinha se diz incompreendido pela sociedade, ou por parte dela, mesmo depois de receber o título de pessoa mais influente do mundo na Internet (The New York Times).

Segundo ele, “o mundo está mais conservador” o que torna difícil a execução da sua profissão, mas o grande problema disso é que o mundo que ele cita, não é o mundo como um todo, e sim como realmente está dividido, a famosa expressão de não mexer com quem não pode, ou aquela velha máxima de quem pode manda e quem tem juízo obedece.

Sou fã e admirador do trabalho do Rafinha, concordo que muitas vezes o humor forçado e pesado que ele carrega em seus comentários acabam se tornando sem graça, mas esse é o trabalho do cara. Acompanhei o CQC por 3 anos com ele na bancada sendo todavia ponderado pelo Marcelo Tas, mas após a piada que ele fez sobre uma famosa grávida tudo desabou. Aposto minhas fichas que se isso fosse feito de forma anônima, ou com qualquer outra mulher de status menos elevado na sociedade isso não teria ganhado tal repercussão. Eis ai que a minha admiração cresce ainda mais, não pelo fato da piada em si – a piada não teve graça mesmo – mas pelo fato de ele defender seu trabalho a todo custo. Defender a liberdade de expressão, a ideologia por mais fraca que seja do seu trabalho, sem se preocupar com as repercussões que isso possa causar, e poder dormir tranquilo com a cabeça no travesseiro toda noite ser sua maior preocupação.

No último domingo ele foi entrevistado pela Marília Gabriela no programa “De frente com Gabi” da SBT. Após ver a entrevista minha admiração por ele só aumentou, pois até hoje tínhamos escutado apenas a versão da famosa ofendida, e não a versão dele. Super recomendada essa matéria, vale para pensarmos que não precisamos ficar de acordo com o que o sistema nos impõe, temos a oportunidade e o direito de agir por conta própria e defender nossos ideais e crenças sempre.