Por: Gabriela Bubniak | 2 anos atrás

Realizar um planejamento financeiro antes de comprar um automóvel pode ser a diferença fundamental entre uma aquisição feliz, que pode lhe proporcionar muito conforto, e uma compra problemática, que tira o seu sono e vira fonte de stress e ansiedade.

Por isso, fazer o seu planejamento financeiro antes de assumir qualquer dívida com o seu futuro automóvel é essencial.

E para explicar como se planejar certinho e entender alguns conceitos básicos, o planejador financeiro pessoal Rogério Nakata, através da Revista Auto Esporte, dá dicas:

Força de vontade
Mais do que uma questão de fazer contas, o planejamento financeiro para a aquisição de um automóvel (ou qualquer outro bem) exige disciplina. Afinal, é provável que seja necessário abrir mão de algo até então faz parte de sua rotina para encaixar os valores dentro dos seus gastos mensais. “Se a pessoa decidiu comprar um automóvel, é possível que, por exemplo, ela tenha que abrir mão de sair para comer fora todo final de semana ou trocar de smartphone a cada novo lançamento.”

Outro ponto que exige força de vontade são tentações do financiamento. De olho apenas no valor das parcelas, muita gente dá uma pequena entrada e faz um financiamento longo , de 60 ou 72 meses – sem se dar conta do valor total que pagará de juros ao final de toda a operação. Muitas vezes o montante total corresponde a mais de 2,5 vezes o valor do automóvel.

Hora das contas
Com isso em mente, é hora de entender quais são as suas necessidades e realizar a escolha do automóvel, analisando algumas opções de mercado.

Depois, avalie suas reservas financeiras e faça um balanço de seus rendimentos e gastos mensais regulares, entendendo qual é a sua capacidade financeira de investimento mensal para realizar a compra.

Nessa hora, é preciso analisar as coisas que você precisará/poderá abrir mão para encaixar o valor mensal que será destinado ao automóvel. Não esqueça de prever que os seus gastos regulares também aumentarão com o veículo na garagem, pois haverá desembolso com itens como combustível, revisões, eventuais manutenções, seguro, documentação e impostos – além de despesas variadas, como estacionamento ou lava-rápido, por exemplo.

O ideal, sempre, é poupar o dinheiro mês a mês e realizar a compra à vista. Além de não pagar juros do financiamento, o montante guardado terá rendimentos durante o período em que ficar aplicado. Assim, proporcionalmente, você junta o valor do automóvel em um tempo menor do que o tempo de um financiamento.

Mas, se por qualquer motivo isso não for possível, a indicação de Nakata é a de guardar pelo menos a metade do valor do automóvel para dar de entrada.

Se você já dispõe de metade do valor e decidiu parcelar a outra parte, o consultor recomenda que o financiamento seja de, no máximo, dois anos.

Se a soma total for maior que 30% de sua renda, sinal vermelho: ainda não é hora de comprar o carro. Vale, então, pensar em alternativas. Primeiro, avalie se você não pode manter alguns sacrifícios por mais algum tempo e aguardar para fechar a compra com maior segurança financeira. Se o veículo realmente for uma necessidade, pode-se optar por um usado.

Compras impulsivas e sem planejamento podem levar a situações desagradáveis em que, além da perda do bem tão desejado, há um prejuízo não apenas financeiro, mas também de ordem psicológica.

Então, antes de comprar, reflita bem, avalie todos os aspectos apresentados aqui com muito cuidado e faça as contas. 😉

Fonte: Revista Autoesporte
Foto: Divulgação