Por: João Marcos | 2 anos atrás

Um algorítimo criado pelos pesquisadores Michael Lash e Kang Zhao, da Universidade de Iwoa, promete revelar o segredo do sucesso da indústria cinematográfica. A partir de uma base de dados que contém mais de 100 categorias de filmes e informações relacionadas – como orçamento, receita, atores envolvidos, tema e data de exibição -, uma máquina identificou os padrões que influenciam na rentabilidade dos filmes.

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Combinando dados de duas fontes da internet – a Internet Movie Database e a BoxOfficeMojo – a máquina reúne informações de 4 mil atores e diretores, além de mais de 14 mil filmes lançados entre o ano de 2000 e 2010. Sua tarefa é procurar padrões que correlacionem a rentabilidade dos filmes com outros elementos.

Lash e Zao usaram os dados para processar informações como a experiência de atores e diretores, o tamanho da receita e dos lucros que cada um de seus filmes gerou e se eles apareceram em filmes com outros atores.  “Nossa experiência baseada em filmes de até 11 anos atrás mostra que o algorítimo pode fazer uma boa previsão do sucesso para novos filmes”, afirmam Lash e Zao em entrevista a revista MIT Technology Review.

O fator de maior influência para a rentabilidade de um filme foi a média da receita gerada por filmes anteriores do diretor. Ou seja, diretores que já tenham gerado grandes receitas no passado têm mais chance de repetir o êxito no futuro.

Já as grandes estrelas de cinema aparecem correlacionadas com receitas cada vez maiores, mas não com bons níveis de rentabilidade. Elas atraem multidões, mas não garantem lucros, provavelmente, porque o seu custo de contratação é muito alto.

Um bom exemplo disso é a comédia O Todo Poderoso, de 2007, com Jim Carrey, Steve Carrel e Morgan Freeman, dois grandes atores do cinema norte-americano. O longa arrecadou mais de US$ 100 milhões, enquanto Super Tiras, que usou atores desconhecidos, em 2001, conseguiu US$ 18,5 milhões. No entanto, o Super Tiras teve um custo de US$ 3 milhões, rendendo cinco vezes o valor do investimento, enquanto O Todo Poderoso custou US$ 175 milhões e rendeu menos cerca de 0,4 vezes do dinheiro aplicado.

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Se o método de Lash e Zhao for confiável, ele pode ser capaz de mostrar o valor de um diretor para determinado gênero e até um potencial elenco de sucesso, o que pode ser muito útil para quem pretende investir no início da produção de um filme.

Fonte: Estadão