Por: | 8 anos atrás

Veja no blog Agadeska Bloza mais informações sobre o ocorrido.

Vídeo mostrando a violência.

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Recebi o link do Marcelo Barreto Nees e publico a notícia abaixo.

Um protesto pacífico contra a puxada de cavalos terminou em agressão a pedras, ovos podres e pauladas neste domingo à tarde, na localidade de Ribeirão Souto, em Pomerode. Vinte e quatro manifestantes das ONGs Aprablu, Ama Bichos, Ecosul e Oba Floripa ficaram feridos no confronto com os organizadores e participantes da puxada.

A presidente da Aprablu, Bárbara Lebrecht, foi empurrada e fraturou o fêmur. Outras duas manifestantes foram feridas na cabeça, uma delas com traumatismo craniano. As duas estão O cinegrafista da TVBV Luiz Deluca, 25 anos, foi agredido com paus e pedras pelo corpo e teve o equipamento destruído.

Era pouco mais de 14h quando iniciava a quinta rodada da puxada de cavalos, na arena improvisada em terreno próximo ao Clube de Caça e Tiro Germano Tiedt. O evento, organizado pelo Clube do Cavalo, reunia 25 participantes, 60 animais e era assistido por cerca de 200 pessoas.

A Prefeitura de Pomerode incentiva o evento com patrolamento do terreno usado na puxada e no empréstimo de toldos. Além da inclusão em seu calendário de eventos. A secretaria de Turismo não divulga oficialmente, mas consta do calendário.

O funcionário da prefeitura e coordenador da Defesa Civil do município, Ademar Marquardt, tentou impedir o atendimento a uma manifestante ferida. O socorrista do SAMU, Gilberto Henchel, que se encontrava no local com equipamento de primeiros socorros, fez o atendimento emergencial. O conhecido “Maluzinho” afirmava que ele não poderia fazer o atendimento pois encontrava-se sem o fardamento do SAMU.

A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas chegaram cerca de 15 minutos após o protesto, apesar dos manifestantes terem pedido, via ofício, que houvesse ronda no local. Os manifestantes foram à delegacia registrar boletim de ocorrência e exames de corpo delito.

As pessoas que protestavam criticavam o uso dos cavalos em provas, cujo objetivo é medir a força do animal, arrastando sacos de areia de até 2 toneladas por uma distância de 10 metros.

Luta que a AMA Bichos tem a cerca de 4 anos, por acreditar que a prática não é tradição, já que ocorre em Pomerode a poucos anos. E configura maltrato.

– Hoje estou em choque. Fomos até o Ribeirão Souto armados de faixas, cartazes e muito amor aos animais. O que encontramos foi uma horda. Pessoas alcoolizadas e ensandecidas. Nos dirigimos ao local em completa paz e organização. Alguns dos manifestantes estavam inclusive com faixas negras na boca. O objetivo era um manifesto pacífico de repúdio. Isso foi feito. Até que os organizadores, familiares e amigos partiram pra cima com pedras, paus e ovos podres. A sensação de que íamos morrer era latente. Me preocupei com meu filho, com as voluntárias, com os amigos que vieram de longe. Todos fomos agredidos física e moralmente. Nossa amiga Bárbara tomou um chute nas costas e fraturou o fêmur, está internada em Blumenau e sofrerá cirurgia. Seu estado é delicado. Nossa amiga Patrícia tomou uma paulada na cabeça e teve traumatismo craniano. Está internada e precisa de supervisão.

Estamos em um país livre, democrático. Nossa manifestação era pacífica. Não tinhamos a intenção de acabar com o evento de hoje. Nossa luta é para que os poderes constituídos se conscientizem de que a prática da puxada é crime.

Hoje, seria um manifesto pacífico.
Coisa que o pessoal do Ribeirão Souto não conhece.

Já tinhamos sido avisados que a família Just era poderosa no Ribeirão Souto. Mas não imaginávamos que ainda existia coronelismo em Pomerode. Eles agem como se fossem donos do bairro. Entendo que não queriram perder os lucros auferidos com o evento. Apenas poderiam inventar uma modalidade em que os cavalos não fossem sacrificados. É tudo que pedimos.

E peço ao meu prefeito (sou cidadã) Paulo Pizzolatti, que de uma vez por todas acabe com esse privilégio. São poucos votos. Não lhe farão falta perto do muito que Pomerode perderá com a repercussão negativa do ocorrido.

Vamos mostrar que a época do coronelismo acabou. Que o povo tem voz. Que pessoas que lutam pelo bem estar animal são respeitadas em Pomerode.
Que pessoas que maltratam cavalos não serão admitidas.