Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás

 

comercioA Comissão de Legislação e Justiça da Câmara deve analisar na terça-feira (2) o projeto que elimina a restrição do comércio de abrir somente em 13 domingos e feriados no ano. O texto foi protocolado pelo vereador Jeferson de Oliveira (PSD) e causou reações contrárias de lojistas, comerciários e entidades representativas.

O vereador insiste que o texto não impõe mais dias de trabalho ao comércio, mas apenas permite que as lojas abram se assim desejarem. “O município não pode proibir ninguém de trabalhar, o comércio é livre”, comenta.

Oliveira destaca que o setor tem demanda para atrair clientes aos fins de semana. “A cidade está se desenvolvendo e precisa atrair investidores, empresas que contribuam com o município”, justifica. O autor do projeto afirma que está aberto a discussões e que não tem pressa para que o texto seja votado.

Representantes da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) receiam que grandes lojas estabeleçam uma concorrência injusta com o comércio de rua e que feiras itinerantes estejam livres para serem promovidas ao longo do ano.

O presidente da entidade, Eduardo Schiewe, afirma que um assunto como esse não se decide “a toque de caixa”. “Já fizemos a convenção coletiva com o sindicato. De nada adianta ter uma lei que nos permita abrir aos domingos, e uma negociação sindical que nos proíba de fazer isso”, diz.

Para Schiewe, a maioria dos lojistas ainda não vê necessidade de ampliar os dias de atendimento e que abrir mais um dia reduziria o volume de vendas do restante da semana. “Isso teria que ser gradativo e em consenso com todos os lojistas”, observa.

Comerciantes opinam sobre nova proposta

O gerente da Balaroti, Mario Nogueira, afirma que a empresa tem interesse em abrir todos os sábados à tarde. A empresa, de acordo com o vereador, seria uma das beneficiadas com o projeto. O gerente, entretanto, lembra que a Convenção Coletiva de Trabalho, feita entre o sindicato e lojistas neste ano, estabeleceu os horários e deixou precedentes para acordos específicos em caso de ampliação de jornada.

“A convenção já abriu esses precedentes, talvez uma lei não fosse necessária. Mas seria bom expandir o horário para atender o público do fim de semana que vai a outras cidades”, comenta.

No Calçadão da Marechal, a gerente de uma loja de confecções, Márcia Ferrari, é contra a possibilidade de abrir aos domingos. “Se o concorrente abre, eu também tenho que abrir. Hoje já é difícil encontrar funcionários por causa do horário, seria pior ainda se aumentasse”, fala.

Via OCP Online.