Por: Gabrielle Figueiredo | 2 anos atrás

Próximo de completar dois anos o programa Recicla Jaraguá, implantado em setembro de 2013, bateu, no mês de julho deste ano, recorde no número de toneladas recolhidas. Foram 407 as toneladas em 288 cargas contabilizadas.

Recicla Jaraguá

Foto: Divulgação PMJS

O mês de dezembro de 2014, quando o recolhimento foi de 403 toneladas – maior estimativa até então – foi suplantado em julho com um menor número de cargas (328 em dezembro). Isto significa que o saco ecológico verde, entregue gratuitamente para a população da cidade, está sendo melhor utilizado (compare os gráficos abaixo). Há cerca de seis meses, de 20% a 30% do conteúdo do saco verde era composto por resíduos não recicláveis.

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Antes da implantação do programa a quantidade recuperada representava apenas 3% do volume total; em julho chegou a 15,6%, maior índice desde setembro de 2013.

Dados do Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pigirs), elaborado pela Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) para as prefeituras da região, em 2013, apontavam que o lixo destinado para o aterro sanitário, em Mafra, tinha, em sua composição, as seguintes proporções: 52% de resíduos orgânicos, 32% de recicláveis e 16% de rejeitos.

Foto: Divulgação PMJS

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O plano é reduzir o volume encaminhado ao aterro em 30% neste ano e em 62% até 2033. “As metas são ousadas, mas atendem o que a legislação já exige dos municípios. Os ganhos ambientais, sociais e econômicos terão grande repercussão em um futuro próximo”, calcula o presidente da Fujama, Leocádio Neves e Silva.

A redução do volume encaminhado ao aterro sanitário proporciona economia. O custo efetivo para a destinação dos resíduos urbanos até Mafra é da ordem de R$ 303,00 por tonelada, incluindo a coleta, transbordo, transporte rodoviário e a destinação final, o que representa um gasto anual de mais de R$ 10 milhões.

Foto: Divulgação PMJS

Foto: Divulgação PMJS

O conhecido saco verde, que serve para o acondicionamento deste tipo de material, tem um custo de cerca de R$ 0,55 por unidade, investimento que se paga se cada unidade tiver 2,3 quilos de material reciclável. Os municípios da microrregião têm um gasto superior a R$ 20 milhões anuais com resíduos sólidos. Cada habitante produz cerca de 780 gramas de lixo todos os dias, o que representa a geração de mais de 120 toneladas.

Um outro benefício proporcionado pelo programa é o aumento da geração de empregos e renda na cidade, sem contar a diminuição do impacto ambiental. Atualmente, são 12 os grupos que recebem o material, envolvendo cerca de 150 pessoas. Algumas destas entidades envolvem apenas o grupo familiar, mas outras estão se profissionalizando, o que inclui o registro em carteira de todas as pessoas, com fornecimento de ambiente de trabalho adequado e alimentação. Atualmente, a renda média destes trabalhadores é estimada em R$ 1.200,00.

Orientações

O saco verde serve para o acondicionamento de todos os tipos de materiais recicláveis, mas é preciso observar alguns cuidados: remover os resíduos, lavar as embalagens quando for o caso e deixá-las secar. Qualquer tipo de contaminante inviabiliza o aproveitamento.

Foto: Divulgação PMJS

Foto: Divulgação PMJS

Outro cuidado necessário envolve a questão da segurança, especialmente com materiais cortantes. Estes devem ser embalados cuidadosamente antes de serem colocados no saco e, sempre que possível, identificados.

Quando o saco estiver cheio, basta colocá-lo na frente da sua residência para a coleta seletiva. O cronograma com os dias da semana e horário de recolhimento em cada bairro está disponível no site da Fujama, em www.jaraguadosul.sc.gov.br/coleta-seletiva. O óleo de cozinha também deve ser acondicionado. Mas neste caso, recomendam-se garrafas plásticas (tipo pet).

Confira um vídeo divulgado em fevereiro deste ano que explica sobre o Recicla Jaraguá:

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