Por: Raphael Rocha Lopes | 6 anos atrás

Neste último domingo ocorreu a 2ª Corrida Rústica da OAB de Jaraguá do Sul, no Parque da Malwee, organizada pela Acorjs. Com provas de 5 e 10 quilômetros, além de caminhada, corrida para crianças e categoria para cadeirantes, teve mais de 250 inscritos. Foi um sucesso principalmente graças ao empenho de toda a equipe da Associação de Corredores.

Interessante foi fazer a largada embaixo de chuva pesada, que logo sumiu, ao lado de amigos e conhecidos, e pessoas de todas as idades. A falta de treino e o recente sedentarismo fizeram-me chegar em último na categoria dos advogados, além de me renderem dores musculares o resto do dia e na segunda-feira. Mesmo assim foi tudo muito divertido. Que venha a próxima.

A corrida trouxe-me, também, outra visão do Parque da Malwee. Já estive lá muitas vezes, claro, nesses meus muitos anos de Jaraguá do Sul. Sempre que vem alguém de fora me visitar, costumo levar ao Parque para mostrar o espetáculo que é.

Só que dessa vez corri, literalmente, pelas ruas do Parque, e como meu ritmo estava relativamente lento, consegui observar coisas e cenas que não enxergava de dentro do carro ou só nos passeios em volta da lagoa ou de quando brincava com minha filha no labirinto vivo.

Na hora de ir embora também vi com outros olhos os diversos grupos espalhados pelo Parque. Famílias, amigos, casais. Alguns passeando, outros brincando, muitos conversando e preparando o almoço. Muitos churrascos aquele dia, com a fumaça típica desta culinária. Vários ritmos saindo do som dos carros e aparentemente ninguém incomodando ninguém. E isso porque não era um dia de sol típico quando, então, o movimento é bem maior.

Lembrei das cenas que vemos em reportagens ou filmes europeus ou norte-americanos onde os cidadãos urbanos invadem, no bom sentido, os parques locais, aproveitando as folgas e o sol. Passeando, lendo, praticando algum esporte, namorando, curtindo a família.

Às vezes tendemos a achar tão bonito quando é em outro lugar e não valorizamos o que temos por perto. E o Parque da Malwee ainda tem uma característica diferente da maioria dos grandes parques famosos, pelo mundo ou pelo Brasil. É particular. Mas isso em nada retira o seu encanto, ao contrário.

O mais impressionante é que esse espaço de um milhão e meio de metros quadrados foi inaugurado apenas em 1978, ou seja, historicamente há pouco tempo. Seu fundador, o senhor Wolfgang Weege foi, sem qualquer sombra de dúvida, um pioneiro no que se refere à preocupação com a natureza e a ecologia, algo muito comum hoje, mas não naquela época. Penso que não é nenhum exagero dizer que o empresário foi um visionário também neste campo. A manutenção do sonho e, mais do que isso, o aprimoramento do Parque, realizado pelo seu filho demonstra a consciência pela educação ecológica e, também, o interesse na disponibilização de uma bela e confortável área de lazer para a comunidade sul-jaraguaense e demais visitantes.

A 2ª Corrida Rústica da OAB não me serviu, assim, apenas para demonstrar o quanto estou enferrujado, mas, igualmente, para reforçar minha impressão positiva sobre a maior referência turística da região.