Por: Tita Pretti | 4 anos atrás

A Câmara de Vereadores recebeu na sessão de ontem (terça-feira, 24 de março) o presidente do Instituto Jourdan, Benyamin Parhan Fard. Ele usou o espaço da Palavra Livre para responder a críticas de alguns vereadores da Casa.

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Isso porque na terça-feira da semana passada (17 de março), o vereador João Fiamoncini (PT) usou o espaço na tribuna para analisar as manifestações populares que ocorreram em todo o país no dia 15 de março. Entre suas considerações, ele defendeu o posicionamento do governo federal e da presidente Dilma Rousseff de facilitar as investigações dos escândalos recentes de corrupção.

Além disso, ele criticou o posicionamento político defendido pessoalmente por Benyamin em suas redes sociais: “É uma falta de respeito com a minha pessoa como vereador e com a coligação na qual ele se encontra”, afirmou, referindo-se a um compartilhamento  feito por Benyamin de uma foto publicada por um escritor que trazia a seguinte mensagem:

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O vereador Amarildo Sarti (PV) concordou com as críticas do petista. Jair Pedri (PSDB) considerou a fala do secretário injusta. Jefersou de Oliveira (PSD) “engrossou o caldo” das críticas, lembrando que Benyamin tentou trazer uma empresa de Curitiba para organizar o trânsito da cidade. A presidente da Casa, Natália Lúcia Petry (PMDB), lamentou a fala do presidente do Instituto e sugeriu que João Fiamoncini (PT) cobrasse uma nota de retratação de Benyamin.

Cedido espaço a ele na sessão de ontem, este foi o discurso de Benyamin Parhan Fard:
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Benyamin contou que nasceu no Irã, e há 28 anos seus pais deixaram a terra natal principalmente porque lá não havia liberdade de expressão. Ele comentou que lá, o governo não só censura a opinião de pessoas, como também prende e condena aqueles que se manifestam contrários ou se opõem ao regime.

O presidente do Instituto Jourdan citou o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira, que assegura a liberdade de expressão e ressaltou:

“Sempre fui defensor dos deveres, mas principalmente dos direitos de todos nós, cidadãos brasileiros, e jamais me deixarei censurar quando me manifestar livremente e expressar minha opinião. Não concordo, e nunca concordarei com a corrupção protagonizada pelas gestões do presidente Lula e da presidente Dilma, ambos do PT, que ao longo dos últimos 12 anos, demonstraram o que há de pior, mais sujo e repugnante na política, rifando os cofres públicos e comprometendo o futuro do Brasil!”

Ele afirmou ainda que quando foi convidado a ocupar um cargo público, o mesmo não veio de uma indicação partidária, mas sim pelas mãos do setor produtivo jaraguaense, que trabalha dia e noite para gerar emprego, renda e desenvolvimento para o povo. Citou em vários momentos a corrupção que assola o país e não fez a referida retratação que havia solicitado.

Benyamin citou a falta de recursos do Governo Federal destinados para Jaraguá do Sul e apontou que “se a presidente Dilma, do PT, devolvesse parte do nosso dinheiro, nossas crianças teriam mais vagas de creches e nossos jovens teriam acesso a mais escolas de tempo integral, por exemplo. Se o governo do PT, que coaduna com a corrupção na Petrobrás, com as obras superfaturadas da Copa, dos empréstimos duvidosos do BNDES, do aparelhamento do estado por ‘companheiros’, devolvesse nossos impostos, vereador Ademar Winter, teríamos a possibilidade de prover uma situação mais digna aos moradores do bairro Rio da Luz – que tiveram seu bairro quase que totalmente tombado pelo Governo Federal”.

Levantou dezenas de situações em nível federal sobre corrupção e garantiu que não irá se calar. “Até quando nós, cidadãos jaraguaenses, que cumprimos com nossos deveres, teremos que suportar larápios como Genoinos, Vaccaris, Dirceus e Delubios? Como um cidadão livre e de bons costumes não irá se revoltar com toda esta maracutaia? Permanecer calado? NUNCA!”, disparou.

Ao finalizar seu tempo, ele reafirmou suas posições e disse que e no dia 12 de abril será uma das milhares de vozes jaraguaenses que estará novamente nas ruas gritando: “Chega de mentiras! Chega de corrupção! Fora Lula! Fora Dilma! Fora PT!”

Após o pronunciamento de Benyamin Parham Fard, a presidente da Câmara, Natália Lúcia Petry esclareceu aos vereadores que a informação que chegou à Mesa Diretoria é de que o secretário faria uma retratação de episódios ocorridos anteriormente, por isso foi aberto o espaço: “A acolhida ao pedido foi para uma retratação. Quero deixar claro, novamente, que ele fez pedido para usar a tribuna para uma retratação”, pontuou.