Por: Ricardo Daniel Treis | 11/09/2012

Alexandre Mathias, num artigo afinado sobre tecnologia, dá uma pernada boa sobre como a ficção científica às vezes torna-se defasada frente o que temos em nosso cotidiano. Dá uma lida e para pra pensar.

“(…)Vivemos as novidades tecnológicas sem nem sequer perceber o quanto elas mudaram a nossa vida. Caso cogitássemos um 2012 como o nosso há dez, quinze anos, poderíamos ser tachados de otimistas demais (ou pessimistas, dependendo do ponto de vista) ou utópicos (ou distópicos). Carregamos computadores nos bolsos, que nos mantêm em contato com notícias do mundo todo e também com amigos e parentes. É possível descobrir como chegar em um lugar a que nunca fomos com alguns toques na tela. Recebemos indicações de promoções de passagens aéreas, filmes para serem vistos. Tiramos foto de tudo o tempo todo. Fazemos todo o tipo de compras sem sair de casa. Controlamos equipamentos com gestos e com a voz.

O presente é pura ficção científica. Ou melhor: uma não ficção científica.”

E continua.


Filme bobo e que brinca com isso é Iron Sky. Nele, uma colônia de nazistas mudou-se para a Lua pouco antes do fim da II Guerra, e lá uma civilização humana desenvolveu-se paralelamente à da Terra. Ao mesmo tempo que possuíam tecnologia astronauta, porém eles não acompanharam o desenvolvimento da miniaturização ou telecomunicações, por exemplo.

No final (não é spoiler) uma das maiores naves de guerra e trunfo “tecnológico” dos nazis pôde finalmente funcionar, graças ao processador de um iPhone.

E olhando bem, o telefone que tenho no bolso dá um pau em processamento no primeiro computador que tive, lá por 1998.
Vivemos sci-fi.