Por: Ricardo Daniel Treis | 3 anos atrás

Tava lá no jornal hoje:

O futuro da Schützenfest, tanto melhorias estruturais quanto na parte de atrações e gastronomia, será discutido em uma mesa redonda no final deste mês. Porém, para pontuar atuais problemas e estudar possibilidades que possam ser implantadas na festa, a Fundação Cultural criou um canal de comunicação para ouvir as contribuições dos jaraguaenses.

Minha santa, foi foda segurar a emoção aqui… Tenho coisa entalada há milanos pra contar pra esses caras, e agora abriram um painel de sugestões! Fizeram meu dia…

Porém, como comentado, pitaco todo mundo sempre tem bagarai, né? Já que a intenção é contribuir, optei por fazer uma lestenha enxuta, decidindo limitar minha contribuição a um Top 5 Schutzenstões (ehauheuahee). Segura ai:

NÚMERO 5 – MATEM O WILLFRED!
“Deu pra bola” já é um argumento suficiente, certo?

"Willfred": matéria-prima de pesadelo

Willfred, matéria-prima de pesadelo

Mas ó, não vou ser tão radical, a ideia é a seguinte: ou fazem uma fantasia melhor ou param com esse negócio. É fuleiro demais, putaqueopariu!

Pra quem não sabe das origens, o Willfred era esse cara:

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E o que temos é isso, um enfeiador de princesas:

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Cacete. Pombas. Talvez vá magoar muito alguém da organização – uma senhorinha idosa, talvez -, mas entenda, não é nada pessoal. Eu amo a senhora e amo seu esforço em fazer algo para alegrar os festeiros, mas alguém precisava falar do elefante na sala.

NÚMERO 4 – COMPETIÇÕES EM MODO ARENA
Já atirei nos estandes (novos e antigos) e tal, mas vou ser sincero agora: nunca vi uma competição de tiro na festa até hoje. Então esse meu pitaco pode estar errado, mas ninguém lá na Fundação Cultural pode me responder se estou equivocado ou não, e não quero deixar que ele conste.

Minha impressão é que as competições ocorrem meio “mocadas”, e o público geral não tem referências a elas… Sinto falta é de um lance meio olímpico, saca? Onde determinada hora da festa todo mundo vá pra um palco-estande ou estande-palco, onde dá pra ver da arquibancada o desafio entre dois atiradores. Um telão poderia transmitir todos detalhes pra galera, com destaque pro momento do acerto no alvo. Ia ser duca! Competições entre amadores também poderiam rolar assim, isso valorizaria muito o ticket de entrada e as medalhas ganhas.

NÚMERO 3 – FIM AO FORNECIMENTO EXCLUSIVO DE BEBIDAS
Sei que faz parte da viabilização do evento atual a venda da bandeira para uma cia cervejeira, mas minha dica número 1 justifica essa aqui, ok? Não julguem ela ainda.

E vamos ao que interessa: se a festa é alemã, a cerveja tem que ser boa. Porra, teve um ano que a Schincariol forneceu o chopp! E ela nem era “nova” naquela época:

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Até a água vendida na festa tava ruim aquele ano.

Nossa região agora fervilha de cervejarias artesanais, gente que faz um produto com sabor e alma. Nada mais carinhoso à nossa festa e ao seu público que abrir as portas pra esses caras todos – cobrando a devida taxa, claro. Se funciona na Festa Pomerana, por que não aqui?

NÚMERO 2 – TENDA ELETRÔNICA / SHOWS NACIONAIS
giphy

NÃO! NÃO! PELOAMOR! NÃO!

Preservem a identidade do evento, isso só deixa ele mais forte… Olha que cena linda:

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Não conheço esses dois, ok?

Senhores, se pensam no público jovem, vejam bem: vocês tem em mãos a oportunidade de proporcionar uma festa diferente e cheia de novas experiências pra essa galera. Traz o lance alemão roots pro palco principal e faz o bailinho com bandas lá nos fundos ou no meio, que já tá ó-te-mo. Acreditem, eles vão curtir.

Ademais, cês sabem bem gente: quem atira pra todo lado não acerta nada. (Rá!)

NÚMERO 1 – MEGALOMANIA PRA QUÊ?
Os tempos são outros: o povo não quer um mega-evento, apenas uma festinha bem-feita. Foquem na alma da Schützen, no carinho por ela. Façam uma festa de coração.

Que ela tenha menos dias, não é problema. Que tenha pistas de dança menores, não é problema. Que tenha menos palcos, não é problema. Essas são as fórmulas pra tornar a festa um sucesso!

Criamos um evento ao espelho da Oktoberfest, mas agora deixemos esse modelo para lá. Primeiro, porque ele não é nossa realidade. Segundo, porque é dos anos 80, e os comportamentos mudaram demais em 25 anos.

A Festa Pomerana tai dando um grande exemplo, mas ainda assim a organização comenta que vai, novamente, usar a festa de Blumenau como modelo. =p

Um evento de menor porte tem menos riscos financeiros, menos problemas com segurança e menos histeria. Em contrapartida, a divulgação não precisará de grandes esforços, o orçamento das bandas crescerá, a bilheteria se tornará qualitativa e vocês terão uma organização muito, mas muito menos complexa.

Valorizemos o bom do alemão: cervejas excepcionais, gastronomia caprichada e diversão autêntica. Isso sim é motivo pra um brinde, hein? Prost amigos, vida longa à nossa festa!