Por: João Marcos | 3 anos atrás

O assunto desta terça-­feira (13) para os moradores de São Francisco do Sul foi o vendaval que deixou um rastro de destruição em parte da cidade, no início da noite de segunda (12). Os ventos que alcançaram 120 km/h, segundo estimativa dos Bombeiros Voluntários, causaram estragos em pelo menos 200 casas e deixaram oito bairros às escuras, entre Laranjeiras, Reta, Acaraí, Morro Grande, Água Branca, Rocio Pequeno, Rocio Grande e Centro. O tipo de fenômeno meteorológico, há a hipótese de ter sido um tornado, não foi determinado ontem pela Defesa Civil.

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No Rocio Grande, logo no trevo de entrada para São Francisco, a bomba de combustível de um posto chegou a tombar com a força do vendaval. A cobertura e placas de propaganda que ficavam no pátio do estabelecimento voaram. Ao longo da BR­280 mais danos. Parte do muro de SCS, empresa que armazena produtos químicos, no bairro Acaraí, caiu. Árvores às margens da estrada e placas de sinalização também desabaram. Por causa da queda de árvores, a Rodovia Duque de Caxias, no bairro Reta, ficou interditada por cerca de 20 minutos durante a noite

Situação de emergência foi descartada

O prefeito Luiz Zera (PP) avaliaria na tarde desta terça, depois de receber o relatório com informações da Defesa Civil, a necessidade de se decretar situação de emergência em São Francisco do Sul, o que foi descartado.

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Ele, que centralizou todas as informações, acreditava na passagem de um ciclone sobre a cidade.

“Estou aguardando o relatório da Defesa Civil, mas eu acredito que tenha sido um ciclone com ventos de mais de 100 km/h. Impossível vento com menos intensidade jogarem contêineres”, afirma se referindo a dois contêineres que tombaram para o lado de fora do pátio da Global Logística, no bairro Paulas, em São Francisco do Sul.

O coordenador regional da Defesa Civil de Santa Catarina, Antônio Edival Pereira, acompanhou o levantamento de danos causados pelo vendaval. Ele avaliou que não foi preciso decretar situação de emergência.

“O município tem capacidade para responder aos danos ocorridos”, destacou. O relatório preliminar do órgão contabilizou 150 casas danificadas, 80 quedas de árvores e 30 pontos com rompimento de fiação elétrica. Também houve registro de granizo. Para atender as residências destelhadas, a Defesa Civil distribuiu rolos de lonas aos moradores.

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