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Duas retroescavadeiras ficaram encarregadas de demolir o que sobrou de parte da história industrial de Jaraguá do Sul. Durante a manhã de sábado, 24 de abril, foram colocadas no chão as estruturas que abrigaram durante muitos anos a Fábrica de Refrigerantes Max Wilhelm, no bairro Baependi.

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Fotos: Sérgio Luiz/Jaraguá AM

 

A pequena fábrica de gasosa já existia em 1923, quando um jovem alemão chamado Moritz Max Wilhelm desembarcou no Porto de São Franciso em busca de oportunidades. Veio para Jaraguá do Sul trabalhar por 80 mil réis na fábrica de um senhor de idade chamado Johanes Theodo Tiedke.
Por motivos de saúde, naquele mesmo ano, Tiedke foi obrigado a se afastar das atividades e alugou o empreendimento ao jovem Max Wilhelm por 200 mil réis mensais. A produção foi aumentada e em 1925, o jovem já havia comprado a fábrica. O fechamento do negócio aconteceu no dia 13 de agosto, por 7.500 mil réis.

Os negócios se expandiram e a laranjinha fabricada em Jaraguá do Sul, ganhou o Estado. A base de suco natural de laranja, o refrigerante exigiu investimentos e surgiu um novo sistema de fabricação de bebidas.
Em 1977, a família de Max Wilhelm vendeu a fábrica para um grupo de investidores, que repassou a unidade para Werner Greuel, em 1979. Em 1981, a empresa inaugurou a primeira franquia da Brahma no Brasil, na cidade de São José-SC. Em 1991, uma nova e moderna fábrica foi inaugurada na cidade de Blumenau e as instalações em Jaraguá do Sul, completamente abandonadas.

Via Jaraguá Notícias.