Por: Sistema Por Acaso | 8 anos atrás

Nas minhas andanças pela nossa cidade tenho observado uma enormidade de ofertas de empregos disponíveis. Independente do porte da empresa, raramente, não há uma placa anunciando que “precisa-se” de alguém.

Sugiro ao leitor que faça o exercício de observar as tabuletas e que, ao chegar em casa, tente lembrar o nome da empresa e suas respectivas vagas. São tantas que a listagem vai ficar misturada.

Antes, apenas setores específicos tinham vagas na mesma época, em função da demanda. Mas agora, todos os setores estão à procura de profissionais “qualificados”, como dizem.

Vez por outra, escuto comentários de que é muito séria a falta destes profissionais qualificados aqui no nosso condado.

A suposta falta de profissionais habilitados é um reflexo de que os salários oferecidos não mantêm ou não atraem pessoas com os intermináveis predicados desejados. E aí se consuma o ditado: “A fila anda e a catraca é seletiva”.

Ouvem-se rumores que o endividamento do jaraguaense é alto. É provável que o problema salarial que temos na cidade, com o nivelamento dos soldos por baixo, seja uma consequência da necessidade de manter-se no emprego para honrar as dívidas assumidas.

Esta situação, somada à especulação imobiliária e ao alto custo de vida, colore a cidade com a poluição visual das plaquinhas.

Aqui em Jaraguá do Sul as empresas têm uma placa anunciando o seu nome fantasia e outra anunciando uma fantasia propriamente dita.

Dá um bom debate.

Marcelo Lamas, professor universitário e escritor.

marcelolamas@globo.com