Por: Anderson Kreutzfeldt | 4 anos atrás

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Primeiramente, preciso fazer a declaração: eu não sou nem um pouquinho contra o amor. Pelo contrário: acho o amor com ou sem compromisso uma coisa linda. Quando algum amigo meu vem me dizer algo do tipo “eu realmente gosto dessa garota” eu imediatamente dou o conselho “namore com ela”. Acho que quando sentimos a coisa realmente acontecendo, devemos mover céu e terra por aquilo.

Maaaaas… Quão sérios são os relacionamentos? Todo dia vemos uma enxurrada de declarações de amor e cumplicidade nas redes sociais. Pra mim, são socos na cara disfarçados. Quero dizer… Relacionamentos são muito importantes na vida de todo mundo, mas será que realmente é a hora certa?

O que eu quero realmente dizer é que antes de você namorar com alguém, você precisa namorar consigo mesmo um pouquinho. Você precisa conhecer a si mesmo antes de conhecer a outra metade da laranja.

Quando eu fiz 18 anos, eu iniciei um relacionamento. Pois é… 18 anos! Aquela época em que sabemos muito pouco da vida e achamos saber muito. O resultado acabou sendo bastante desagradável para a pessoa que estava comigo na época, por um simples e razoável motivo: com 18 anos a gente ingressa na vida adulta, por bem ou por mal, e eu nunca tinha tido a fase de “vamos aproveitar a vida”.

Todos os dias vejo gente assumindo seus “relacionamentos sérios” e jurando amor pra vida toda. Gostaria de perguntar o quanto dessas pessoas realmente conhecem a si mesmas para fazer  todas as juras que os céus permitam que elas sejam capazes de fazer. Se  eu pudesse dar uma dica pra quem está fazendo ou acabou de fazer 18 anos, a dica seria algo parecido com “viva um pouco primeiro, namore depois”.

A vida de solteiro acaba por nos ensinar muitas coisas que não aprenderíamos se não estivéssemos sozinhos. Eu namorei duas vezes e gostava bastante de namorar, mas posso dizer sem sombra de dúvida que minha vida só começou depois dos relacionamentos fracassados. Não por não gostar delas, mas simplesmente por não me conhecer o suficientemente bem para ter um relacionamento na época.

As pessoas acabam se obrigando aos namoros sem antes conhecer o outro lado da moeda. Eu não digo que sua vida acaba quando você começa um relacionamento, pelo contrário. Se você estiver com a pessoa certa sua vida provavelmente terá um novo início ali, mas com uma diferença: você não vai imaginar o outro lado da moeda, pois já o terá vivido. Saberá um pouco sobre si mesmo e sobre como é viver só.

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Busque o amor, mas busque-o em ti mesmo. Pode até encontrá-lo em outra pessoa, mas ele nunca será realmente seu. Quando já tiver vivido um pouco e não estiver procurando, provavelmente irá encontrá-lo. Não force as coisas, não namore por mera carência ou solidão, não namore por estar cansado ou entediado.

Se me perguntarem hoje se eu quero namorar, eu vou poder dizer solenemente que não é do meu interesse; ainda quero aprender um pouco mais comigo mesmo. Mas se a pessoa certa aparecer amanhã, minha resposta mudará.

E quando você encontrar a pessoa que se encaixa em seu quebra-cabeças, não se apresse: não comece um relacionamento por pressa ou medo de perder. Dê tempo ao tempo, conheça as qualidades, defeitos, vícios e virtudes da pessoa que se apresentou. Dê um tempo para ver se ela é realmente quem você quer e para ela ver se você é realmente quem ela quer.

Ninguém deve abrir mão do amor. Mas procurar por amor sem saber onde ele está, é crueldade. Com a outra pessoa e consigo mesmo.