Por: Anderson Kreutzfeldt | 07/01/2014

RIO – Ao longo dos últimos anos, esforços foram empreendidos para apresentar a bicicleta como um saudável meio de transporte, benéfico para o corpo e para a cidade. As magrelas se multiplicaram e engordaram — há aquelas que chegam a custar R$ 30 mil. A popularização parece ter sido acompanhada também pelo aumento do número de assaltos. A falta de estatísticas específicas de roubos de bicicletas impede que se desenhe um exato panorama do problema, mas quem usa a bike como meio de transporte garante ouvir relatos de vítimas quase diariamente.

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A publicitária Fabrizia Amaral confirma que andar de bicicleta tem se tornado uma atividade perigosa. Mesmo pedalando sempre muito atenta ao entorno, ela foi assaltada na altura da sede da prefeitura, na Cidade Nova, quando se deslocava de sua casa, em São Cristóvão, para o trabalho, na Central do Brasil. Fabrizia conta que costuma identificar em seus percursos diários — a bike é seu principal e quase único meio de transporte — muitos grupos de jovens suspeitos:

— Geralmente, ficam uns dez ou mais garotos juntos, parte já de bicicleta, para agilizar a fuga. Na delegacia, eu reconheci o homem que me derrubou e roubou. A foto e o nome dele já estão com a polícia, que me informou que ele costuma praticar assaltos com faca. Perguntei por que não o prendem e me disseram que é muito difícil conseguir o flagrante, porque pedalando os assaltantes desaparecem rapidamente. É preciso ir atrás dos receptadores dessas bicicletas. No meu caso, levaram uma dobrável.

via O Globo